AGOSTO
MÊS VOCACIONAL
Agosto
é escolhido para refletir sobre as vocações. A cada domingo de agosto
celebramos uma vocação especial: dia do padre; dos pais; dos religiosos e
religiosas; dos leigos, com homenagem especial para os catequistas.
Quando ouvimos a palavra vocação,
logo a entendemos num sentido bastante vago e geral, como sendo uma inclinação,
um talento, uma qualidade que determina uma pessoa para uma determinada
profissão, por exemplo, vocação de pedreiro, de mãe, de médico.
Vocação,
em sentido mais preciso, é um chamamento, uma convocação endereçada à minha
pessoa, a partir da pessoa de Jesus Cristo, convocando-me a uma ligação toda
própria e única com Ele, a segui-lo, (cf. Mc 2,14).
Vocação,
portanto, significa que anterior a nós há um chamado, uma escolha pessoal que
vem de Jesus Cristo, a quem seguimos com total empenho.
O
mês vocacional quer nos chamar à reflexão para a importância da nossa vocação,
descobrindo nosso papel e nosso compromisso com a Igreja e a sociedade.
Reflexão que deve nos levar à ação, vivenciando no dia-a-dia o chamado que o
Pai nos faz.
Somos
chamados, neste mês a refletirmos sobre esta questão vital para a nossa Igreja:
o chamado e a resposta.
Inicialmente,
há um Deus que chama, que convoca e propõe algo de concreto: dar um sentido à
própria existência, uma direção fundamental e única, idêntica para todas as
vocações: a santidade como meta última. Deus nos convoca a sairmos do círculo
egoísta de projetar a própria vida tendo como ponto de referência a si mesmo. Fomos
criados, e a partir daí, chamados vocacionados a orientarmos nossa existência
como uma flecha busca seu alvo. Nosso alvo é Deus. Ele e a comunhão plena com
Ele é nosso único objetivo final capaz de realizar nossa vida nesta terra.
A
cada domingo, dedicamos nossas orações e nossa atenção a uma das vocações:
No primeiro domingo é
o dia das vocações sacerdotais. Atualmente também se comemora o dia das
vocações diaconais, ou melhor dizendo: dia das vocações aos ministérios
ordenados.
No segundo domingo de agosto, por
imitação do segundo domingo de maio, temos o Dia dos Pais. Sabemos que no
Brasil esse dia é comemorado porque antigamente no dia 16 de agosto
comemorava-se o dia de São Joaquim, pai de N. Senhora, e por isso adotou-se
esse dia e depois o domingo para essa comemoração. Passar a comemorar nesse dia
a vocação matrimonial foi apenas um pequeno passo. Começar a fazer no Brasil a
Semana Nacional da Família foi outro importante passo, embora a liturgia
reserve um domingo após o Natal para o Dia da Sagrada Família, que é também uma
comemoração para aprofundar a vida da família cristã.
No terceiro domingo do mês
recordamos a vocação à vida consagrada: religiosos, religiosas, consagradas e
consagrados nos vários institutos e comunidade de vida apostólica e hoje também
nas novas comunidades. Essa recordação é feita porque no dia 15 celebramos o
Dia da Assunção de Maria aos céus, solenidade que aqui no Brasil é transferida
para o domingo seguinte. Maria, como mulher modelo de consagração a Deus dá o
tom da comemoração do dia da vocação à vida consagrada.
O quarto domingo de agosto é o
Dia do Catequista, daí a comemoração do dia da vocação do cristão leigo na
Igreja, tanto na sua presença ao interno da Igreja como também em seu
testemunho nos vários ambientes de trabalho e vida. O dia do cristão leigo
voltará a ser comemorado no último domingo do ano litúrgico, domingo de Cristo
Rei.
Assim,
unidos na oração pelas vocações queremos pedir ao Senhor da Messe que suscite
vocações sacerdotais, religiosas em nossas comunidades, bem como jovens que se
preparem dignamente para a vocação matrimonial, fazendo crescer em nossas
comunidades a presença frutuosa das famílias cristãs e dos agentes pastorais.
Billy Santos
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