sexta-feira, janeiro 25, 2013

II DIA DAS FESTIVIDADES DE SÃO SEBASTIÃO DO ALTO SÃO SEBASTIÃO

Hoje,  neste segundo dia das festividades do martir São Sebastião, a igreja celebra também  a festa da conversão de São Paulo. Diferentemente dos outros apóstolos, Paulo foi chamado pelo Senhor ressuscitado. Sua conversão é fruto da graça divina. Para quem quiser entender isso, basta ler os Atos dos Apóstolos (22,3-16) e as próprias epístolas escritas por ele.
Paulo foi um judeu destemido, aguerrido, mas que se deixou transformar por Jesus. Sua identidade mudou, a partir do encontro com Jesus, pois ele passou da perseguição à comunhão com o Mestre, a quem perseguia, e com a sua palavra.
O evangelho que marca esta celebração é tirado de Marcos 16,15-18. Jesus se encontra com os seus discípulos após a ressurreição e os transforma em apóstolos. Dá-lhe a missão de transformar todos os povos e batizar aqueles que acreditarem. Os que não acreditarem assinarão a própria sentença de condenação.
Paulo foi um incansável pregador do evangelho. Cruzou mares e montanhas para tornar conhecido o Senhor que o havia destituído de seu desejo de perseguição.
Paulo, desde o seu encontro com Jesus, compreendeu que a mensagem cristã tinha um valor universal e importava a todos, porque Deus é o Deus de todos.
Que nesta celebração, o Senhor nos ajude a nos dedicar ao anúncio do evangelho. Que também tenhamos os sentimentos que o fazia ser apóstolo de Jesus. Depois de sua conversão, só se alegrava no amor de Cristo, e julgava-se o mais feliz dos homens. Por isso, completava: “Eu vivo, mas já não sou eu que vivo, pois é o Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). 
Que sua vida e sua santidade nos ajudem a viver no amor e na misericórdia divina.



















FESTIVIDADES DE SÃO SEBASTIÃO DO ALTO SÃO SEBASTIÃO

Hoje dia 24 deram-se inicio as festividade de São Sebastião do Alto São Sebastião, teve inicio com a Santa Missa presidida pelo Pe.Marcelo.

















terça-feira, janeiro 22, 2013

REFLEXÃO LITURGICA DA MISSA DO TERÇO DOS HOMENS

Homilia para a missa de despedida com o Terço dos Homens
Capela de Santo Antônio

Queridos amigos senhores do Terço

Com o coração cheio de emoção e já de saudades iniciei está missa agora a pouco trazendo na memória tantas outras que aqui celebramos nestes quatro anos de minha estada entre vocês. Deus e os senhores sabem o quanto gostava de celebrar aqui nesta pequena e aconchegante capelinha. Vêm agora em minha memória as festas de Santo Antônio que celebramos a animação, a devoção, a alegria que tomava conta de todos e sobre tudo a participação ativa de cada membro, de suas famílias e de outros membros de pastorais de nossa paróquia. Era como a grande família de Cristo reunida para celebrar os seus louvores na vida de alguém tão querido para nós como o glorioso Santo. Hoje é dia de dizer: obrigado, Senhor, por tantas graças e bênçãos.
Homens do Terço! Assim é denominado o movimento religioso do qual vocês fazem parte. Homens que descobriram o sabor da oração. E de uma oração tão preciosa aos olhos da Igreja. Não são poucas as vezes em que os Santos Padres dirigiram mensagens sobre a oração do terço:

O Papa Leão XIII escreveu: “Quando a seita dos Albigenses - aparentemente paladina da integridade da fé e dos costumes, mas, na realidade, perturbadora e péssima corruptora dela - era para muitos povos causa da grande ruína, a Igreja combateu contra ela e contra as suas infames facções, não com milícias ou com armas, mas principalmente com a força do Santo Rosário, que o patriarca São Domingos propagou, por inspiração da própria Mãe de Deus. Assim, gloriosamente vitoriosa de todos os obstáculos, a Igreja, nessa como em outras tempestades semelhantes, proveu sempre com esplêndido êxito a Salvação de seus filhos”.

O PAPA Leão XIII em uma das suas Encíclicas; escreveu: “Queira Deus - é este um ardente desejo nosso - que esta prática de piedade retome em toda parte o seu antigo lugar de honra! Nas cidades e nas aldeias, nas famílias e nos locais de trabalho, entre as elites e os humildes, seja o Rosário amado e venerado como insigne distintivo da profissão cristã e o auxilio mais eficaz para nos propiciar a divina clemência”.

O PAPA João Paulo II escreveu sobre o Rosário na Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae: “ O Rosário da Virgem Maria, que ao sopro do Espírito de Deus se foi formando gradualmente no segundo Milênio, é oração amada por numerosos Santos e estimulada pelo Magistério. Na sua simplicidade e sobretudo profundidade, permanece, mesmo no terceiro Milênio recém iniciado, uma oração de grande significado e destinada a produzir frutos de santidade. Ela enquadra-se perfeitamente no caminho espiritual de um cristianismo que, passados dois mil anos, nada perdeu do seu frescor original, e sente-se impulsionado pelo Espírito de Deus a “fazer-se ao largo” para reafirmar, melhor, gritar Cristo ao mundo como Senhor e Salvador, como “ o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6), como o fim da história humana, o ponto para onde tendem os desejos da história e da civilização.
Em sua Alocução de 6(seis) de maio de 1980, ainda falou: “O Rosário, lentamente recitado e meditado- em família, em comunidade, pessoalmente- vos fará penetrar pouco a pouco nos sentimentos de Jesus Cristo e de Sua Mãe, evocando todos os acontecimentos que são a chave de nossa salvação”.

Pio XII, já escrevera em sua Encíclica “Ingruentium Malorum”: “Será vão os esforços de remediar a situação decadente da sociedade civil, se a família, princípio e base de toda a sociedade humana, não se ajustar diligentemente à Lei do Evangelho. E nós afirmamos que, para desempenho cabal deste árduo dever é, sobretudo conveniente o costume do Rosário em família”.

Paulo VI, nos exorta em sua Encíclica Mens e Maio: “Não deixeis de inculcar com toda a diligência e insistência o Rosário Mariano, forma de oração tão grata a Virgem Mãe de Deus e tão frequentemente recomendada pelos Romanos Pontífices, pela qual se proporciona aos fiéis o mais excelente meio de cumprir de modo suave e eficaz o preceito do Divino Mestre: “Pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e abrir-se-á”

O Papa Bento XVI em sua primeira visita ao Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompéia na Itália afirmou: “esta popular oração mariana é um meio espiritual precioso para crescer na intimidade com Jesus, e para aprender, na escola da Virgem Santa, a realizar sempre a vontade divina. Mas para ser apóstolo do Rosário, é preciso fazer experiência em primeira pessoa da beleza e da profundidade desta oração, simples e acessível a todos. É necessário antes de tudo deixar-se guiar pela mão da Virgem Maria e contemplar o rosto de Cristo: rosto jubiloso, luminoso, doloroso e glorioso. Quem, como Maria e juntamente com Ela, guarda e medita assiduamente os mistérios de Jesus, assimila cada vez mais os seus sentimentos e conforma-se com Ele”.

Eis caríssimos, a importância da oração que os senhores realizam todas as terças nesta capela e acredito todos os dias em suas casas. Mais, mesmo sabendo que na oração do terço nós meditamos os momentos mais fortes da vida de Cristo, se faz necessário unir a oração a leitura e meditação do evangelho para que na Palavra de Cristo a nossa oração encontre apoio.

O evangelho que a pouco ouvimos nos coloca dentro da vida comum e tranquila de Cristo quando está caminhando com seus discípulos e os prepara para missão. De forma natural, ao passar pelo campo de trigo os discípulos sentem fome e colhem algumas espigas para comerem. Os fariseus estão de olho em tudo o que Jesus e seus discípulos fazem. Eles encontram um motivo para censurar o Mestre. Qual? É dia de sábado e pela Lei de Moisés não é permitido colher espigas em dia de sábado, ou seja, não é permitido realizar nenhum trabalho em dia de sábado porque é consagrado ao descanso. Para eles, a atitude dos discípulos é uma ofensa e mais ainda a atitude de Jesus de permitir uma vez que Ele é visto como Mestre. Qual a visão de Jesus? Os discípulos precisam do trigo porque tem fome. Jesus sabe que a fome diminui a capacidade de raciocínio do ser humano e pode leva-lo a praticar atos contrários a Deus para saciar sua fome. Na ideia de Jesus, os discípulos precisam comer porque sentem fome e porque precisam manter-se firmes para a missão. Qualquer lei que impeça o ser humano de ser livre e desrespeite a sua condição de ser humano deve ser relevada em segundo plano. Com Jesus, vivemos agora a Lei da Nova Aliança inaugurada com seu sangue na cruz. Sua ressurreição dá novo significado a vida humana de modo que para nós cristãos não mais guardamos o sábado mais o domingo porque nele fazemos memória da ressurreição de Jesus que é a base principal da nossa fé. Por isso, ele afirma que o Filho do Homem é senhor também do sábado porque o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. Qual seria a finalidade da Lei? Ajudar o homem a fazer um encontro com Deus. Se o sábado era reservado para o dia do descanso e do louvor, o homem deveria está em condições para realizar o seu louvor a Deus. Ora, o homem com fome não pode louvar. Para os fariseus, era necessário cumprir a lei a qualquer custo, mesmo que isto viesse a diminuir a capacidade do homem de ser humano. A fome nos leva a isto. É doloroso quando encontramos alguém que passa fome. Basta olharmos para seus olhos e veremos sua dor e sofrimento. Jesus não permitiria que seus discípulos chegassem a esta situação por causa de uma má interpretação da Lei.

Caros amigos, Senhores do Terço, na conclusão desta reflexão quero agora agradecer-lhes pela oração que por mim vocês faziam todas as terças nesta capela. Peço que rezem agora pelo seu novo Pároco que em breve estará aqui em vosso meio. O Pe. Josenildo é um homem simples, humilde, educado, atencioso e um bom pastor. Vocês terão muitas alegrias na convivência com ele. Acolham em seu meio como seu pastor e como um irmão em Cristo que fará parte de suas vidas a partir do dia 02. Quanto a mim, levo-os no coração e lembrarei sempre na oração. Mais uma vez, permitam-me dizê-los: muito obrigado pelo carinho, respeito e amizade. Que Santo Antônio receba sempre as suas orações e as coloque nas mãos de Jesus. Que Maria, a quem o Santo tinha devoção colha os frutos espirituais de sua oração em suas vidas e de suas famílias. Obrigado Santo Antônio por estes amigos. Obrigado senhores do Terço por sua colaboração. Obrigado Senhor, pelo teu amor. Obrigado caros amigos, muito obrigado por tudo. Amém

Pe. Marcelo Protazio.

REFLEXÃO LITURGICA DA FESTA DE SÃO SEBASTIÃO - VILA DO CRUZEIRO

Homilia para Festa de São Sebastião – Vila do Cruzeiro – Quipapá

“Ele manifestou a sua glória e seus discípulos creram nele”

No quarto ano de minha estada nesta Paróquia, celebro pela terceira e última vez a Festa de São Sebastião, padroeiro desta Vila. Quero no dia de hoje render graças a Deus pelos inúmeros benefícios que Ele derramou sobre nós neste tempo.
No primeiro dia da festa meditamos sobre o significado de ser santo. Santo é aquele que consegue sentir de forma mais profunda o amor de Deus, de forma que quando sente, o santo não consegue mais voltar atrás, mesmo que isso signifique perder a própria vida.
Hoje, no último dia, queremos meditar sobre a santidade de Deus manifestada por Jesus através do sinal da água transformada em vinho na festa de casamento no evangelho que acabamos de ouvir. Vamos ao enredo do texto:
Jesus, junto com sua mãe e seus discípulos foram convidados para uma festa de casamento. No meio da festa o vinho acabou. Sua mãe percebendo a aflição dos empregados procura Jesus e narra o que esta acontecendo. Como que indiferente ao fato, Jesus diz que nada tem haver com o fato, pois sua hora ainda não chegou. Sua mãe toma outra atitude e manda os servos fazerem tudo o que Jesus mandar. Ele manda encher umas jarras grandes de água, depois pede que tirem um pouco e levem ao responsável pela organização da festa. Ele prova a água transformada em vinho e fica surpreso com a qualidade ao ponto que sem saber do que houve vai até o noivo para parabeniza-lo pelo bom vinho que será agora servido. Ele e o responsável nada sabem do que aconteceu. Mais os discípulos que assistiram a tudo chegam ao objetivo final do sinal: creram nele. Com um jeito próprio o evangelista João narra o primeiro dos sete sinais que Jesus realizará no seu caminho até o calvário, cada um ajudando o discípulo a amadurecer sua fé em Jesus. Vamos agora também meditarmos de forma profunda o significado do texto e descobrimos a mensagem que ele tem para nós nos dias de hoje.
Primeiro: uma festa de casamento no tempo de Jesus era celebrada durante uma semana com muita comida e bebida. A bebida predileta do povo da terra de Jesus era o vinho que para eles simbolizava a benção de Deus uma vez que acreditavam ser o vinho uma bebida sagrada. Ter muito vinho era ter a benção de Deus e a certeza de que o casamento seria sempre abençoado.
Outra particularidade sobre o vinho. No AT, quando os profetas falavam no Reino de Deus eles sempre usavam a imagem de uma festa ou banquete em que Deus colocaria diante do seu povo para celebrar sua vitória. Por diversas vezes os profetas vão citar o vinho novo que Deus irá oferecer no seu Reino. O casamento era também outra imagem usada pelos profetas para explicar como seria o encontro definitivo com Deus depois do julgamento. Seria como uma festa de casamento onde Deus seria o esposo e o povo seria a esposa. Esta imagem, o apostolo Paulo vai aplicar quando fala do relacionamento de Cristo com a Igreja na carta aos Efésios.
Na festa se instala uma crise: eles não tem mais vinho, diz Maria a Jesus. Seria como dizer que a benção de Deus tinha acabado e esse casamento estava fadado ao fracasso. O que fazer? Para Maria, Jesus seria capaz de resolver a situação, por isso que ela o procura. A resposta de Jesus parece ser de tirar o corpo fora: “Mulher, que tenho eu haver com isto. Minha hora ainda não chegou”. Ao chamar sua mãe de mulher, Jesus estava dando a ela total controle da situação, porque na língua de Jesus, a palavra mulher tem o mesmo significado da palavra senhora que significa aquela que tem domínio da situação, aquela que manda. Seria como que Jesus estivesse dizendo a sua mãe que ele não tinha nada haver com o acontecido porque ele era apenas um convidado. Mais se ela tivesse algo que pudesse ser feito que fosse feito, ele a apoiaria. Sua mãe, então, compreendendo o momento diz aos servos para fazerem tudo o que Jesus disser. Eis sua atitude, abrir espaço para a palavra e a ação de seu filho. Jesus toma a frente da situação e realizar o sinal da água transformada em vinho.
Chegamos a conclusão do texto. O evangelho diz que o responsável pela organização da festa ficou admirado pela qualidade do bom vinho. Mais o evangelista destaca que somente os discípulos e os empregados sabiam o que tinha acontecido, além de Jesus e sua mãe. E ai vem o objetivo do texto: seus discípulos acreditaram nele. Eis, caríssimos, o desejo de Jesus, fazer com que aqueles que caminham com Ele passem a creditar nele. Com certeza, muitos beberam do vinho, mais o texto diz que somente os discípulos creram. Ora, não é assim também nos dias de hoje? Não são muitos aqueles que participam das graças de Deus, mais mesmo assim não conseguem professar sua fé Nele. Não são muitos os que até dizem acreditar em Deus, mais suas vidas e seus testemunhos são totalmente contrários a vontade de Deus?
A fé, caros amigos, é uma resposta de adesão ao Pai que dia e noite trabalha com o Filho para a nossa salvação. A fé é um dom que o Pai oferece aqueles que abrem suas vidas e corações e se dispõem a praticarem a vontade do Pai. Quando o homem que crer abre seu coração ao Pai, ele recebe os dons necessários para sua vida quer seja material ou espiritual. Na segunda leitura, Paulo diz que o Espirito é quem nos concede os dons necessários para trabalharmos pelo bem uns dos outros. Esses dons nos dá a força necessária para sermos fieis a Deus de forma concreta em nossas vidas. Foi desta forma que nosso Padroeiro conseguiu suportar os mais duros suplícios e permaneceu fiel ao seu amor a Deus. Vejamos.
São Sebastião nasceu em Narvonne, França, no final do século III, e desde muito cedo seus pais se mudaram para Milão, onde ele cresceu e foi educado. Seguindo o exemplo materno, desde criança São Sebastião sempre se mostrou forte e piedoso na fé. Atingindo a idade adulta, alistou-se como militar, nas legiões do Imperador Diocleciano, que até então ignorava o fato de Sebastião ser um cristão de coração. A figura imponente, a prudência e a bravura do jovem militar, tanto agradaram ao Imperador, que este o nomeou comandante de sua guarda pessoal. Nessa destacada posição, Sebastião se tornou o grande benfeitor dos cristãos encarcerados em Roma naquele tempo. Visitava com frequência as pobres vítimas do ódio pagão, e, com palavras de dádiva, consolava e animava os candidatos ao martírio aqui na terra, que receberiam a coroa de glória no céu.
Enquanto o imperador empreendia a expulsão de todos os cristãos do seu exército, Sebastião foi denunciado por um soldado. Diocleciano sentiu-se traído, e ficou perplexo ao ouvir do próprio Sebastião que era cristão. Tentou, em vão, fazer com que ele renunciasse ao cristianismo, mas Sebastião com firmeza se defendeu, apresentando os motivos que o animava a seguir a fé cristã, e a socorrer os aflitos e perseguidos.
O Imperador, enraivecido ante os sólidos argumentos daquele cristão autêntico e decidido, deu ordem aos seus soldados para que o matassem a flechadas. Tal ordem foi imediatamente cumprida: num descampado, os soldados despiram-no, o amarraram a um tronco de árvore e atiraram nele uma chuva de flechas. Depois o abandonaram para que sangrasse até a morte.
À noite, Irene, mulher do mártir Castulo, foi com algumas amigas ao lugar da execução, para tirar o corpo de Sebastião e dar-lhe sepultura. Com assombro, comprovaram que o mesmo ainda estava vivo. Desamarraram-no, e Irene o escondeu em sua casa, cuidando de suas feridas. Passado um tempo, já restabelecido, São Sebastião quis continuar seu processo de evangelização e, em vez de se esconder, com valentia apresentou-se de novo ao imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusados de inimigos do Estado. Diocleciano ignorou os pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir os cristãos, e ordenou que ele fosse espancado até a morte, com pauladas e golpes de bolas de chumbo. E, para impedir que o corpo fosse venerado pelos cristãos, jogaram-no no esgoto público de Roma.
Uma piedosa mulher, Santa Luciana, sepultou-o nas catacumbas. Assim aconteceu no ano de 287. Mais tarde, no ano de 680, suas relíquias foram solenemente transportados para uma basílica construída pelo Imperador Constantino, e onde se encontram até hoje. Naquela ocasião, Roma estava assolada por uma terrível peste, que vitimou muita gente. Entretanto, tal epidemia desapareceu a partir da hora da transladação dos restos mortais desse mártir, que é venerado como o padroeiro contra a peste, fome e guerra.
Foi a Palavra do Senhor que deu a São Sebastião a força necessária para testemunhar sua fé pela sua própria vida. Ele segue apenas o exemplo do seu Senhor até o fim sofrendo por duas vezes o martírio.
Queridos amigos, no termino de nossa festa em honra ao nosso mártir, dirijo ainda uma última palavra de agradecimento a todos vocês. Dentro em breve estarei partindo para outra cidade. É hora de dizer a Deus muito obrigado. Obrigado, Senhor, pelos quase quatro anos de alegria e desafios que o Senhor me concedeu nesta terra. Sou grato pelo carinho, amizade que construímos nestes dias em que convivi com vocês. Mais, além de lhes dizer obrigado, é preciso que lhes peça perdão. Infelizmente não consegui cumprir a promessa de construir sua Igreja. Esta é na verdade a única angústia que levo daqui. Mais confio que tudo está nas mãos de Deus e que Ele sabe o que faz. Se eu não consegui, o meu sucessor conseguirá. Que ele possa ser tão feliz ou até mais feliz o quanto eu fui aqui. Até qualquer dia desses. Nos encontraremos nos altares da vida em outras missas. Se não, com certeza nos encontraremos no céu. Muito obrigado por tudo e que São Sebastião continue a interceder por nós. Amém.
Pe. Marcelo.

REFLEXÃO LITURGICA

SEGUNDO DOMINGO DO TEMPO COMUM

“Manifestou a sua glória e seus discípulos creram nele”

A vida comum de Jesus vem cheia de fatos e acontecimento naturais a vida humana: visita a doentes, almoço ou jantar na casa de alguém, viagens e até uma festa de casamento. Na Liturgia do Tempo Comum da Igreja vemos Jesus em seu mais natural cotidiano de um judeu de seu tempo, vivendo em tudo a condição humana, menos no pecado. No texto do Evangelho de hoje encontramos Jesus com sua mãe discípulos em uma festa de casamento. Qual o enredo? Eles são convidados e se deparam com uma ocorrência desagradável: o vinho acabou. Para os judeus o vinho é apresentado como bebida messiânica, sinal da chegada do Reino de Deus que é apresentado pelos Profetas do Antigo Testamento como um grande banquete festivo com comidas e vinhos que nunca acabam. Dar para perceber o quanto seria doloroso uma festa de casamento aonde o vinho viesse a faltar, seria como que sinal negativo da benção desejada pelo casal.

É comum vermos Jesus usando figuras para tentar mostrar ao povo com mais clareza como seria o Reino de Deus. Dai o fato dele usar tantas parábolas. O casamento é vista como figura no Reino já no tempo dos Profetas. Deus é o esposo e o povo é sua esposa, tendo a cidade de Jerusalém também sendo apresentada como esposa de Deus. Isaias fala disto na primeira leitura de hoje. Que tipo de esposa? Infiel, que trai a Deus com deuses estranhos. Como o esposo que ama Deus não consegue se desfazer desse amor, por isso corrige sua esposa chamando-a de volta a prática da justiça e prometendo perdão e bênçãos caso ela aceite voltar.

O grande presente de Deus é o seu próprio Filho que vem inaugurar de forma definitiva o seu Reino entre os homens. O sinal de Caná torna-se esse inicio de tempo em que Deus está agindo no meu do seu povo. Ao oferecer o melhor vinho, Jesus dá ao povo os dons necessários para ser fiel a Deus. Que vinho é este? O próprio Jesus é o vinho bom de Deus para nós. Tomar desse vinho é crer em Jesus, acreditar nele como termina o texto de hoje. A esposa de Cristo hoje é a Igreja e nela continuamos a receber esse bom vinho na eucaristia como prova concreta do amor do Pai no Filho. Neste Ano da Fé, possamos saborear sempre deste vinho novo enquanto esperamos a feliz realização dessa festa no Reino de Deus onde brindaremos eternamente o seu amor. Amém.

Pe. Marcelo Protazio.

segunda-feira, janeiro 14, 2013

VISITA NO NOVO PÁROCO

Nesta Segunda-Feira tivemos a presensa do nosso futuro pároco, Pe. Josenildo Bezerra que visitou algumas das instalações da paróquia.

sábado, janeiro 12, 2013

REFLEXÃO LITURGICA

 SOLENIDADE DO BATISMO DO SENHOR
“Tu és o meu Filho muito amado”

Na conclusão do Tempo do Natal celebramos o Batismo do Senhor. Desde pequenos ouvimos dizer que o Batismo perdoa nossos pecados e nos torna filhos de Deus inserindo-nos no Corpo Místico de Cristo que é a Igreja. Em relação a nossa pessoa compreendemos assim. Mas como explicar o Batismo do Senhor se ele não tinha pecado e era verdadeiramente o Filho de Deus? A Liturgia de hoje nos ajudará a chegarmos a esta compreensão.

O Evangelho diz que o Povo vivia na expectativa da chegada do Messias a ponto de pensarem ser João Batista este messias. João descarta esta possibilidade quando afirma não ser digno nem sequer de desatar as correias das sandálias do Messias, posição inferior até mesmo dos escravos que tiravam as sandálias de seus mestres para lavar seus pés. O gesto de humildade de João demostra sua concepção de que está ali a serviço do Messias e não para tomar o seu lugar.

O texto continua dizendo que depois de batizado, Jesus estava em oração quando o céu se abriu e o Espirito desceu sobre ele em forma corporal de uma pomba. Note-se que Lucas sempre vai apresentar Jesus em oração nos grandes momentos de sua vida. Sua oração nos mostra sua intimidade com o Pai em perfeita sintonia com seu projeto. Jesus é aquele que abre novamente o céu para a humanidade. O caminho de ligação do homem com Deus tornasse sua vida e sua ação. A expectativa do povo é agora correspondida com a abertura do céu para o homem novo renascido pela água e pelo Espirito Santo que trás a grande revelação: este que foi batizado e sobre ele desce o Espirito é o verdadeiro Filho de Deus. Compreenda-se que esse descer do Espirito não quer dizer que ele ainda não o possuía, mas que o Espirito desce para revelar aos homens quem é Jesus.

Mergulhados no batismo pelo mesmo Espirito, os crentes podem agora corresponder a Jesus com sua aceitação a vida de Cristo. Herdeiros de sua promessa, os crentes podem tornar-se seus discípulos e buscar Nele sua adoção filial ao Pai. Renovemos pela fé nosso batismo.

Pe. Marcelo

domingo, janeiro 06, 2013

REFLEXÃO LITURGICA

SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR

“Viemos para adorá-lo”

Continuando o Tempo do Natal a Igreja celebra a visita dos reis magos ao Menino Jesus. Para nós, nada de mais comum um recém-nascido receber a visita dos amigos da família para dar as boas vindas, porém, esta visita tem um significado especial, pois são três homens que empreenderam uma longa viagem guiados por estudos e um sinal no céu, uma estrela. Quem são estes homens? Chegam do Oriente, de povos “pagãos” que se abrem para o mistério agora revelado como diz a segunda leitura de hoje. O que vieram fazer? “Viemos para adorá-lo”. Seus presentes demostram o conteúdo de sua adoração: ouro (realeza), Incenso (divindade), mirra (humanidade).
Mais nem todos querem de fato adorar o menino. Herodes mente para descobrir onde está este que parece querer ameaçar sua coroa. Morte é o que ele deseja ao Menino e não adoração.

Protegido pelo Pai e sob os cuidados de José e Maria, o menino repousa em sua manjedoura que segundo o Evangelho de hoje já parece não está na estrebaria, pois Mateus diz que os magos chegaram a casa onde estava o Menino e sua Mãe. As dificuldades da vida humana de gente simples e humilde começam a serem sentidas por Jesus e sua vida já corre perigo logo no inicio. No entanto, Herodes não terá alcance porque a “hora do Menino ainda não chegou”. O momento agora é de adoração e reconhecimento de que aquele que descansa sobre o colo da mãe trás a salvação para todos os povos.

Pe. Marcelo.

terça-feira, janeiro 01, 2013

REFLEXÃO



SOLENIDADE DE MARIA, MÃE DE DEUS

Estamos nas oitavas do natal, e neste oitavo dia do mesmo toda a Igreja celebra a solenidade de Maria, Mãe de Deus, celebrada no primeiro dia do ano, no dia mundial da paz.
Maria é a Senhora, cheia de graça e de virtudes, concebida sem pecado, que é Mãe de Deus e nossa Mãe, que está nos céus em corpo e alma. A Bíblia fala-nos dela como a mais excelsa de todas as criaturas, a bendita, a mais louvada entre as mulheres, a cheia de graça (Lc 1,28), Aquela que todas as gerações chamarão bem-aventurada (Lc 1,48).
A Maternidade de Maria é de fato central que ilumina toda a vida da Virgem e é o fundamento dos outros privilégios com que Deus quis adorná-la. Um exemplo disso é que são as imagens de Maria com o Menino nos braços.
Jesus deu-nos Maria como nossa Mãe no momento em que, pregado na Cruz, dirigiu à sua Mãe estas palavras: “Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí a tua mãe” (Jo 19,26-27). Desde aquele dia, toda a Igreja a tem por Mãe; e todos os homens a têm por Mãe. E assim como fora dirigidas ao discípulo aquele dia hoje é dita a cada um de nós as palavras pronunciadas na Cruz.
Hoje, neste primeiro dia do ano, rezemos, e abençoados por Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, sendo chamados a sermos fonte de benção para nosso próximo. Que a saudação Feliz Ano Novo desperte em nós o propósito de comunicar a paz e a alegria a todos!