terça-feira, abril 16, 2013

SANTO DO DIA


São Benedito José Labre
Mendigo voluntário, peregrinava entre os mais célebres santuários da Europa, sofrendo humilhações e maus tratos.
De família camponesa, São Benedito José Labre era o primeiro de 15 irmãos. Foi chamado de “Vagabundo de Deus” ou ainda “O Cigano de Cristo”. Aos 18 anos, tentou ingressar na Tropa de Santa Aldegonda.
São Benedito José Labre caminhou, então, 60 léguas a pé, tentando em vão a sorte com os monges cistercienses de Montagne na Normandia. Passou algumas semanas na Cartuxa de Neuville, outras tantas na abadia cisterciense de Sept-Fons.
Aos 22 anos, decidiu, fazer-se peregrino e mendigo. Seu mosteiro seria o mundo inteiro. São Benedito José Labre levava consigo o Novo Testamento, a Imitação de Cristo e o Breviário.
No peito, um crucifixo; no pescoço, um terço; e nas mãos, um rosário. Alimentava-se apenas de um pedaço de pão e de algumas ervas, passando a noite ao relento, rezando e meditando.
Em 1770 São Benedito José Labre chegou a Roma, misturou-se aos mendigos. Visitou as principais basílicas, especialmente o Santuário de Loreto, ao qual fez onze peregrinações. Morreu em conseqüência dos maus tratos e da absoluta falta de higiene.
Um açougueiro recolheu-o já agonizante, caído na rua, e o levou para sua casa. Ali o “Mendigo de Deus” morreu. Foi canonizado por Leão XIII em 1883.
Ao falecer em Roma, as crianças espontaneamente saíram gritando pelas ruas: “Faleceu o santo”.
Devoção: À palavra do Evangelho e ao Santo Rosário
Padroeiro: Dos mendigos
São Benedito José Labre: Rogai por nós!

sábado, abril 06, 2013

LITURGIA DOMINICAL



REFLEXÃO PARA O II DOMINGO DA OITAVA DA PASCOA – 07/04/13

 A liturgia deste domingo põe em relevo o papel da comunidade cristã como espaço privilegiado de encontro com Jesus ressuscitado.
          Hoje é a Oitava da pascoal, e como no Domingo passado, hoje o Senhor vem ao encontro dos seus discípulos e coloca-se no meio deles. Será sempre assim, a cada oito dias os cristãos reunidos experimentarão na Palavra proclamada e no Sacrifício eucarístico celebrado, a presença real, viva e atuante Daquele que ressuscitou e caminha conosco, ou melhor, caminha à nossa frente.
E assim como Tomé, nós, a cada Domingo, exclamarmos: “Meu Senhor e meu Deus!” E emocionados, ouvi-lo novamente dizer a nossa respeito: “Acreditaste porque me viste, Tomé. Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” Bem-aventurados nós, caríssimos meus em Cristo aqui presentes! Bem-aventurados nós que firmemente cremos no Senhor e participamos do seu Sacrifício eucarístico, ainda que não tenhamos visto o Senhor com os olhos da carne!

O primeiro encontro de Jesus ressuscitado com seus discípulos é marcado pela saudação feita por Ele: ‘A paz esteja convosco’. Por duas vezes o Ressuscitado deseja a paz a seus amigos. Em seguida, os envia em missão, soprando sobre eles o Espírito. Buscar e construir a paz é missão dos seguidores do Ressuscitado, pois o Reino de Deus, anunciado e realizado por Jesus e continuado pelas comunidades animadas pelo Espírito, manifesta-se na paz. Reino de Justiça, Paz e Alegria como frutos do Espírito Santo.

Eis precisamente aqui a mensagem deste Domingo, fazer-nos conscientes do nosso encontro, da nossa comunhão real, com o Senhor ressuscitado. Encontro este de modo mais intenso a cada Domingo na Eucaristia, por isso, faltar à Missa dominical é excluir-se da Comunidade dos discípulos, é colocar-se fora da Comunhão com o Ressuscitado e aqueles aos quais ele chama de “meus irmãos”. Este encontro, não começou somente no domingo precisamente na Eucaristia, iniciou-se no nosso Batismo, quando recebemos, no símbolo da água, o Espírito Santo do Ressuscitado, passando a viver nele e seu Espírito, veio realmente viver em nós!

A palavra da segunda leitura, afirma que quem crê em Jesus nasceu de Deus e vive uma vida de amor aos irmãos. Quem crê em Jesus, diz ele, vence o mundo, vence o pecado, vence a tragédia de uma vida sem sentido, distraída apenas com eventos, futilidades e copas do mundo. Eis as suas palavras: “Quem é o vencedor do mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?” E, então, acrescenta de modo belo, forte, surpreendente e misterioso: “Este é o que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo. Não veio somente com a água, mas com a água e o sangue. E o Espírito é que dá testemunho, porque o Espírito é a Verdade”.

Todos nós somos chamados a nos aproximarmos da divina misericórdia. Não há casos perdidos para a misericórdia de Deus: “Ainda que a pessoa esteja em decomposição como um cadáver e ainda que humanamente já não haja possibilidade de restauração, e tudo já esteja perdido, Deus não ver as coisas dessa maneira. O milagre da misericórdia fará ressurgir aquela pessoa para uma vida plena”.

Por esta razão, a marca registrada deste Segundo Domingo da Páscoa é a , vivida em comunidade, justamente no ANO DA FÉ. É em comunidade que se realiza o encontro com o Ressuscitado e a experiência de uma vida nova.

Caríssimos, se vivamos mergulhados nesse mistério tão grande, que é a real e íntima comunhão com o Senhor ressuscitada, vencedor da morte, somos criaturas nova, então vivamos de modo novo. Como Comunidade dos salvos e redimidos por Cristo, saibamos repartir amor e bens, colocando a vida em comum, e toda a nossa vida comunitária clara a proclamação da novidade, da alegria e da esperança de quem sabe e vive a Ressurreição do Senhor.
Caros meus, aprendamos a nos reaproximar de Jesus! Ele está vivo aqui, na Palavra, na Eucaristia, nos irmãos, na vida. Amém