sábado, agosto 25, 2012

REFLEXÃO DO XXI DOMINGO COMUM



Vigésimo Primeiro Domingo Comum

“Tu tens Palavras de Vida Eterna”

Não é de hoje que nos surpreendemos com partes do Evangelho onde são notificados a rejeição por parte do povo e algumas vezes também dos discípulos da palavra ou atitudes de
 Jesus. O texto de hoje é um deles. Muitos desistem de ficar com ele porque acham duras suas palavras. Jesus não se assusta com o abandono destes, mas ainda confere com os discípulos se eles também não querem ir embora. Pedro oferece a resposta inspirada: “A quem iremos, Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna. E nós sabemos que tu és o Santo de Deus!”. A quem ir, mesmo sendo difícil segui-lo? A quem ir mesmo sendo difícil renunciar, começando por renunciar a si mesmo? Era isso que Pedro pensava quando respondeu a Jesus. De fato, há sempre outros caminhos a disposição, porém, para onde eles nos levarão senão ao fracasso e a decepção. Sabemos que mesmo assim, ainda são muitos os que escolhem tais caminhos. Por quê? O próprio Jesus responde: “estes não foram concedidos pelo Pai”. Parece isto uma sentença definida anteriormente? De forma alguma. A verdade é que Deus conhece o coração do homem porque lhe deu a liberdade. O homem pode escolher livremente, porém, sabemos que nem sempre suas escolham são corretas. Josué com sua família escolheu a Deus. Seguindo seu exemplo, muitos também escolheram. Hoje também nós somos convidados a fazermos nossas escolhas lembrando que o nosso futuro depende delas, do hoje. Por isso, escolhamos Jesus hoje na certeza de que ele nos escolherá sempre.
Pe. Marcelo, vigário de Quipapá.

terça-feira, agosto 21, 2012

NOTAL PAROQUIAL


"Não tomarás o Nome do Senhor teu Deus em vão!"
Tenho percebido ultimamente que muitas pessoas estão esquecendo esse mandamento e estão colocando o Nome do Senhor em tudo, inclusive dizendo que foi Ele que escolheu candidato "A" ou Candidato "B", ou ainda, esse é de Deus, o outro é do Diabo. Caríssimos, nada contra você querer dizer que seu candidato é uma boa pessoa, mais querer obrigar a Deus a referendar sua ideia já é demais. Que você queira pedir a Deus uma vitória para seu candidato é um direito seu como também é um direito de Deus não ouvir sua prece. Agora querer vestir seu candidato com uma procuração de Deus já é infantilidade e sinal de que você a muito perdeu o verdadeiro significado da fé. Sejamos sinceros e honestos, nem sempre as alianças que são feitas para assegurar estas candidaturas teriam a aprovação de Deus. Então, tenhamos cuidados nas afirmações vindos principalmente de pessoas que antes da campanha tinham vida de Igreja e agora abandonaram por causa das campanhas dando um péssimo testemunho de cristãos. 
Pe. Marcelo, vigário de Quipapá.

domingo, agosto 19, 2012

REFLEXÃO LITÚRGICA


Festa da Assunção de Nossa Senhora
“Um sinal grandioso apareceu no céu”

Abre-se hoje um espaço dentro do Tempo Comum para celebrarmos a Festa da Assunção de Maria ou como chama a Igreja no Oriente, a Festa da Dormição de Maria. O que professa a Igreja com esta Festa? Ela diz que Maria, tendo terminado seu tempo aqui na Terra foi elevada ao céu de corpo e alma pelos méritos de Cristo. Diz São Paulo na segunda leitura de hoje que Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. Com isso, a Igreja professa que sendo Maria livre do pecado original, ela não conheceu a morte já que a morte é salário do pecado. Maria surge assim como um sinal da realidade futura para a qual todos nós somos chamados. Em Maria, a revelação futura nos é antecipada, assim como Cristo antecipou aos discípulos no monte da transfiguração sua face gloriosa. Isso pode tornar Maria uma super-humana? De forma alguma, até porque não foi ela mesma que realizou tudo isto. Deus é quem realiza todas as coisas. O que teremos para nós hoje na Festa da Assunção? A certeza de que a vida na glória de Deus nos foi garantida pela morte e ressurreição de Cristo. Maria torna-se a primeira a ser beneficiada depois de Cristo, desde a sua concepção quando no ventre ditoso de Ana, sua mãe, foi concebida, como cantamos na Oração do Oficio. Se no Livro do Apocalipse a Igreja surge no céu como um grande sinal que gera seus filhos em meio a perseguição, Maria surge para nós como sinal da vitória de Cristo. Assim, sendo, caríssimos, concluímos com as palavras de São João Damaceno: “Convinha que aquela que trouxe em seu seio o Filho de Deus, habitasse entre os Tabernáculos Sagrados”. Lá ela habita aguardando ansiosa a chegada de todos nós.
Pe. Marcelo, vigário de Quipapá.

segunda-feira, agosto 13, 2012

NOTA SOBRE AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES


Nota sobre as eleições 2012

Por ocasião do início da campanha política em vista das próximas eleições, o Bispo Diocesano de Garanhuns publicou uma NOTA, que esclarece a posição oficial da Diocese de Garanhuns no atual contexto político, traça algumas diretrizes para os católicos e se dirige a todos os homens e mulheres de boa vontade, em vista da harmonia e da paz social, que devem nortear o embate partidário, próprio das democracias consolidadas. Transcrevemos, a seguir, a Nota Oficial da Diocese de Garanhuns: 
Prot. N. 0315∕12


NOTA SOBRE AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES

            Dom Fernando Guimarães, Bispo Diocesano de Garanhuns, no exercício de sua responsabilidade pastoral, tendo em vista as próximas eleições políticas, recorda aos fieis católicos o seguinte:

1.                  A Igreja Católica valoriza a atividade política, enquanto exercício público em vista do bem comum da sociedade. Os poderes civis, constituídos pelo voto popular, têm a grave responsabilidade de se dedicar honestamente ao bom governo da sociedade, na harmonia, na justiça e no respeito pelos direitos de todos.
2.                  A Igreja Católica não tem candidatos próprios, nem recomenda qualquer candidato. Já o exercício do voto é um direito e um dever de cada cidadão, e este deve exerce-lo segundo a sua própria consciência.
3.                  Os católicos são convidados a cumprirem este seu dever cívico, com responsabilidade e critério. Para isso, devem analisar com atenção a pessoa de cada candidato, a sua honestidade e probidade pessoal e o seu programa de governo. Eventuais propostas de governo contrárias à lei natural, à moral e à doutrina católica devem ser critérios orientadores para se votar ou não em um candidato.
4.                  É ilegal e imoral vender o próprio voto, em troca de benefícios de qualquer espécie. Como é também imoral e ilegal a tentativa de comprar votos.
5.                  Os padres e religiosos não podem exercer atividade político-partidária nem se candidatar a cargos políticos. Os locais pertencentes à Igreja Católica não devem ser utilizados para eventos ligados à campanha eleitoral de qualquer partido ou coligação. Católicos leigos, com cargos de direção nas paróquias e movimentos, se forem entrar diretamente na campanha política, deverão renunciar aos seus cargos eclesiais durante a campanha.
6.                  Esta Nota seja lida nas Santas Missas dominicais dos dias 11 e 12 de agosto, e dos dias 22 e 23 de setembro de 2012, permanecendo afixada no quadro de aviso de todas as Paróquias nos meses de agosto e setembro.

Garanhuns, na sede da Cúria Diocesana, aos 1º de agosto de 2012.


                                                                        Fernando Guimarães
                                                               Bispo Diocesano de Garanhuns

quinta-feira, agosto 09, 2012

REFLEXÃO POR OCASIÃO DA PASSAGEM DOS DEZ ANOS DE MORTE DO MONS. ADELMAR DA MOTA VALENÇA

Por ocasião da passagem dos dez anos da morte do Monsenhor Adelmar da Mota Valença 

Caríssimos Padres Silvano e Ivo
Dileto amigo professor Albérico
Cara família Mota Valença 
Queridos amigos

"Deus enxugara toda lagrima, e já não haverá morte, nem pranto, nem grito, nem dor, porque as primeiras coisas terão passado". Ap 21,4


Com estas palavras do Livro do Apocalipse inicio esta breve reflexão no momento em que oferecemos orações em sufrágio da alma de nosso amado monsenhor no transcurso do décimo aniversario de sua partida para a casa do Pai. Neste mesmo altar erigido por ele, onde nele ele celebrou tantas vezes o Augusto Sacrifício da Missa, junto ao Pe. Silvano oferecemos o mesmo sacrifício em sua intenção. Com certeza, no céu, o monsenhor participa do coro dos reconciliados na grande celebração em reconhecimento ao Deus único e verdadeiro em seu Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso, a quem seja dada toda honra e toda gloria pelos séculos sem fim, amem. Unidos a esta Igreja Celeste queremos também nos elevar a Deus, o Pai, o nosso canto.

Após dez anos, os sentimentos que ficam em nossos corações ajudam-nos o compreender melhor a realidade da morte que cerca o ser humano desde o momento da sua fecundação no ventre materno. Principalmente se esse ser humano pode gozar de uma vida longa como aconteceu com o nosso monsenhor. Lógico que não quer dizer que após os noventa anos uma pessoa precise morrer. A Sagrada Escritura diz que os cabelos brancos da velhice são bênçãos de Deus para aqueles que o possuírem. Quer dizer que para Deus a morte não deveria fazer parte da nossa vida, não ao menos antes dos cem anos como relata o profeta Isaias. Porque morremos? Por causa do pecado! Ele trouxe a morte ao mundo e não Deus. 

Diz o Catecismo (1007) "a morte e o termo da vida terrestre. Nossas vidas são medidas pelo tempo, ao longo do qual passamos por mudanças, envelhecemos e, como acontece com todos os seres vivos da terra, a morte aparece como o fim normal da vida. Este aspecto da morte da um aspecto de urgência as nossas vidas: a lembrança da nossa mortalidade serve também para recordar-nos que temos somente um tempo limitado para realizar a nossa vida". 

E para dar mais ênfase a esta realidade o Livro do Eclesiastes nos fala: "Lembra-te do teu Criador nos dias de tua mocidade... Antes que o pó volte a terra donde veio, e o sopro volte a Deus, que o concedeu". 12, 1.7

Qual esperança nutrimos diante desta realidade? No evangelho de João, Jesus diz: "não se perturbe nem se atemorize o vosso coração. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse eu lhes teria dito". Ai repousa a nossa confiança, na palavra do Filho que nos garante a vida eterna. Porém, há exigências que surgem diante da escolha desta esperança. Diz Jesus: "credes em Deus, credes em mim também". 

Que exemplo, queridos amigos, nos da o evangelho que há pouco escutamos. O dialogo entre a mulher e Jesus e apresentado como modelo de fé. O que pede a mulher a Jesus? A cura de sua filha possuída por um demônio. Qual a primeira resposta de Jesus? O silencio. O que esta por trás deste texto? Escutemos. O texto diz que Jesus estava na região de Tiro e Sidônia. Estas duas cidades faziam parte da região denominada de decápolis, porque compreendiam dez cidades perto de Cesárea de Felipe, a mais importante. Ficava entre a Galileia e a Judéia. Era uma região mal vista pelos judeus puros, uma vez que lá habitava povos denominados de pagãos, pessoas que não cumpriam a Lei, e tidas como malditas diante de Deus. Vive-se em um tempo de territórios de exclusão, de lugares de pessoas puras e impuras que não poderiam se misturar. Jesus passa por este território porque precisa chegar a Jerusalém, e quando passa depara-se com esta mulher que lhe pede um milagre. O silencio de Jesus não e outra coisa senão sua reação espontânea a alguém que não merece a atenção de Deus. Atender as ovelhas perdidas da casa de Israel, isto e, aos judeus, e sua prioridade. Na consciência de Jesus, não será agora que os pagãos terão direito a salvação. Primeiro dar-se pães aos filhos para depois alimentar os cachorrinhos. Este animal para os judeus era considerado impuro, dai esclarece Jesus sua concepção sobre a natureza desta mulher, impura. Mesmo sabendo disto, a mulher não desiste e demonstra o grau máximo de sua humilhação: "os cães também comem as migalhas que caem das mesas de seus donos". Ela não quer tirar nada de ninguém, quer apenas o que lhe compete, as migalhas, ou o resto. Acontece, então, uma mudança de olhar de Jesus sobre a mulher, ela não e mais a impura, a excluída, mais aquela que serve como modelo de fé. A insistência, a humilhação, e condecorada como experiência de uma Fé confiante. Na sua insistência a mulher chega a um modelo de oração firme e confiante, ou seja, mesmo tendo consciência de sua situação indigna, ela apenas confia na bondade de Deus e eleva a sua suplica. Desprovida de qualquer interesse mesquinho, ela apresenta uma Fé adulta, consciente que atinge o grau máximo do poder da oração que esta acima de simples petição interesseira. Nesta mulher, a oração se apresenta como dialogo de Fé com Deus e disponibilidade diante dele, e abertura a fraternidade humana e aos problemas dos que sofrem por qualquer motivo, e louvor e benção do Deus uno e trino, e é também, como não poderia deixar de ser, suplica de quem se reconhece indigente diante do Senhor e necessitado do seu amor e da sua graça, da forca do seu Espírito e de outros muitos dons e favores do alto. 

Se olharmos bem este conceito de fé, e também olharmos para a figura do monsenhor Adelmar, iremos encontrar uma única realidade, pois, quem conheceu e do viveu de perto com ele pode sentir uma Fe adulta e disponível a vontade de Deus. Quando conversei certa vez com ele sobre vocação, como ele compreendia, como tinha descoberto a sua vocação após a morte do irmão padre ele me disse com um certo ar emocionado que foi preciso Agobar morrer para que ele percebesse o chamado de Deus. Abandonar uma vida profissional que com certeza seria promissora como tudo o que ele fez em sua vida e entregar-se nas mãos de Deus no serviço a Igreja exigiu do monsenhor uma Fe adulta e madura. 

Guardo como tesouro precioso de inspiração esta conversa que tivemos no seu recanto aqui no colégio. Ele me disse que certa vez ficou pensando se sua vocação não fora apenas um desejo de diminuir a dor do coração de sua mãe pela perca de Agobar. Perguntou-me, se eu não achava que teria sido sua escolha uma vangloria humana. Se de verdade era isto mesmo que Deus tinha destinado para ele.

Confesso, caros amigos, que ouvir certa duvida da boca de um homem da estatura do monsenhor faz mexer o coração de qualquer jovem padre como era o meu caso naquele mês de outubro de 1999. Meio sem jeito, respondi não esta a altura de tal pergunta. Surpreendeu-me quando sorrindo ele apertou a minha mão e disse: padre, nosso ministério e o mesmo, não importa a idade. Nossas duvidas serão as mesmas, pode esperar. Interrompemos a conversa quando um dos coordenadores chegou falando que o professor Albérico estava a minha procura. A tarde, indo para uma missa no sítio alecrim da Paróquia de São Sebastião onde trabalhava, a conversa não saiu da minha cabeça. No dia seguinte, fui novamente ao quarto do monsenhor e imediatamente retomamos o assunto. Falei que depois de muito pensar acredito que a vocação dele jamais poderia ser uma vangloria, pois se assim fosse, a muito ele teria abandonado, principalmente após a morte da mãe. Disse a ele, lembre-se monsenhor que não fomos nós que escolhemos a Cristo, mais foi ele que nos escolheu. Perguntei-lhe se seria possível tanta fidelidade da parte dele sem vocação. Perguntei-lhe se seria possível tanta obediência sem entrega total a Cristo. Enquanto falava estas coisas, pude observar a serenidade de sua pessoa escutando-me como se eu fosse o ancião e ele o jovem padre. Então, perguntei-lhe: Monsenhor, qual o maior ato de obediência que o senhor realizou nestes anos todos? Olhando-me firmemente, deu um breve sorriso e disse, quando tive que entregar o Colégio do Arraial as irmãs por ordem do Bispo. Fiquei surpreso com a sinceridade da resposta. Logo em seguida disse ele, bobagem minha não e? 

Caros amigos, quis contar-lues esta experiência que tive com o Monsenhor, porque queria meditar convosco no dia de hoje um aspecto da vocação que pude sentir no monsenhor e que tem me servido de inspiração ate o dia de hoje. O que vi no monsenhor foi a afabilidade da santidade de Deus que moldava a sua vida nos anos finais. Quantas histórias conhecemos deste homem a frente deste Colégio. Os próprios ex-alunos se encarregam de multiplicá-las. Retirando os exageros anedóticos, chegamos a parte que interessa. O Monsenhor tornou-se padre. Fez voto de celibato. Mas, logo trouxe para junto de si uma quantidade grande de filhos confiados a sua atenção. Fala-se que muitos deles aqui vieram para aprenderem a serem homens com o Monsenhor. Ele me falava que fazia ate quatro rondas durante a noite para ver como estavam. Esses garotos tinham no monsenhor um pai que em casa provavelmente não conseguiam ter. Nele, eles encontravam o limite para suas ações e pensamentos que em casa poderiam não ter. A bronca dada pelo monsenhor junto castigo, surtiam mais efeito do que aqueles que recebiam em suas casas. De certa forma, no monsenhor, eles viam aquilo que talvez não vissem em casa. O que? A coerência entre a palavra e a ação. Cada ensinamento dado pelo monsenhor era perceptível em sua vida. Dai reside a autoridade que tantos conheceram no monsenhor. Sua palavra tinha forca porque tinha testemunho.

Eis, caríssimo, no que consiste a afabilidade da santidade. Falo para os outros aquilo que pratico porque acredito que e correto e vejo que e, e não apenas ensino o que ouvi falar. No seu grau de santidade, o monsenhor torna-se modelo porque antes testemunho digno e fiel. A nobreza com que encerrou seus últimos anos, concedeu-lhe a autoridade que bebíamos ao ouvirmos suas palavras. Apresenta-se hoje então, o Monsenhor como modelo de sacerdote e de educador. E figura hoje para nos padres e para aqueles que são educadores. 

Isto não quer dizer que devemos imitar o Monsenhor no seu jeito de ser padre e educador. Nada disso. O seu jeito de ser foi próprio da sua época, dos seus dias. No que devemos imitar? Na essência das suas atitudes, ou seja, no objetivo que elas alcançaram ou desejaram alcançar. "Alto padrão de civismo e de gloria. Templo Sagrado de Luz e Saber". Cantamos assim orgulhosamente no hino do nosso colégio. Como isso soa nos dias de hoje aqueles que agora são os artífices da educação nesta casa? Do direto ao mais simples e não menos importante funcionário desta casa, que costumam chamar de "família diocesana". 

Eis, caros amigos, o verdadeiro sentido de fazermos memória do mistério de Cristo na missa e dentro dele da pessoa do Monsenhor. Fazemos memória para bebermos da fonte, sabendo que ela transpassa os limites do tempo e fala-nos nos dias de hoje. Se do mistério de Cristo atualizado na eucaristia recebemos a graça que ajuda-nos a crescer na Fé e amadurecê-la a exemplo da mulher Cananéia, da vida do monsenhor aprendemos a afabilidade da Fe que nos impulsiona nos dias de hoje a correspondermos aos desafios que o mundo atual nos apresenta como cristãos e como educadores. 

Sou grato de coração ao Pe. Silvano que me convidou para proferir esta homilia. Com certeza, muitos aqui presente trazem na memória seus momentos de convivência com o Monsenhor. A começar por sua família, a exemplo de dona Anita que há pouco tivemos a alegria de celebrar os seus cem anos, ao professor Albérico que durante o tempo em que aqui esteve, cuidou do Monsenhor como se fosse um pai, ou como diriam alguns, como alguém que se integrava ao Colégio de forma que não tinha como separar a exemplo do corpo e da alma enquanto vive neste mundo. A Diocese de Garanhuns tem uma divida de gratidão com o Monsenhor, demonstrada na época de seu sepultamento pelo nosso, então, bispo diocesano, que mandou dar as exéquias do Monsenhor a dignidade episcopal ao enterrá-lo na Igreja Catedral. Na verdade, toda cidade de Garanhuns, todo Estado de Pernambuco, e porque não dizer, todo nosso Brasil, tem esta mesma divida de gratidão com ele.

Termino, pedindo ao Senhor da gloria, melhor, agradecendo pelos anos em que conosco viveu o monsenhor e também agradecendo pelo bom lugar que lá no céu o Cristo Senhor reservou ao Monsenhor e que agora ele ocupa. Servo bom e fiel, porque fostes fiel, vinde receber o prêmio que te foi reservado. Com certeza, queridos amigos, foram estas palavras que o Monsenhor ouviu naquele oito de agosto de 2002, quando deu seu ultimo suspiro nesta terra serrando seus olhos e abrindo-os na vida eterna diante de Cristo. Obrigado, Monsenhor por tudo o que o senhor fez por este colégio e põe esta Diocese, e porque não dizer, por este País. Amem!

segunda-feira, agosto 06, 2012

REFLEXÃO LITÚRGICA


REFLEXÃO PARA O 18º DOMINGO DO TEMPO COMUM
Caríssimos irmãos as leituras deste ultimo domingo estão interligadas as do domingo passado que nos fala o essencial da mensagem através das escrituras, que Deus está empenhado a oferecer ao seu povo o alimento que da a vida e assegura-nos a salvação eterna.
A primeira leitura é clara quanto a preocupação que Deus tem pelo seu povo em oferece-lhes o pão da vida, e esta preocupação não esta voltada somente a satisfazer a fome física, mas também ajudar-nos hoje a crescer, amadurecer e superar as diversas contradições que a vida nos impõe livrando-nos de tudo que nos afasta e não nos deixa tomar consciência de outros valores.
Por isso o povo impressionado com o milagre de Jesus, o procura não porque entenderam o verdadeiro sentido daquele gesto, mas por comerem daquele pão e sentirem-se satisfeitos assim como disse Jesus: “Em verdade, em verdade, Eu vos digo: estais Me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos”(Jo 6,26). 
Santo Agostinho disse certa vez: “Buscais-me por motivos da carne, não do espírito. Quantos há que procuram Jesus, guiados unicamente pelos seus interesses materiais! E nos confirma seriamente com estas palavras:Só se pode procurar Jesus por Jesus”.
Este mês é dedicado as vocações, hoje em especial dedicamos este 1º domingo a vocação sacerdotal, exemplo vivo de aceitação a Cristo, Jesus Cristo é o verdadeiro alimento que nos transforma e nos dá forças para realizarmos a nossa vocação cristã. O Santo Padre João Paulo II certa vez fez o seguinte comentário: “Só mediante a Eucaristia é possível viver as virtudes heróicas do cristianismo: a caridade até o perdão dos inimigos, até o amor pelos que nos fazem sofrer, até a doação da própria vida pelo próximo; a castidade em qualquer idade e situação de vida; a paciência, especialmente na dor e quando estranhamos o silêncio de Deus nos dramas da história ou da nossa existência. Por isso, sede sempre almas eucarísticas para poderdes ser cristãos autênticos”.
Jesus para nós como pão da vida descido do céu para dar vida ao mundo, e nos pede que aceitemos este pão, que escutemos suas palavras, que as acolhamos em nosso coração, que aceitemos os seus valores, que nos unamos à sua proposta.
A segunda leitura nos faz lembrar a frase em que Jesus nos diz: Eis que faço nova todas às coisas, assim a adesão a Jesus transforma o homem velho em um novo homem que o aceita como verdadeiro alimento de vida torna-se outra pessoa, encontra-se com Cristo nada mais é que uma mudança radical visando um jeito diferente de ver a face de Deus, dos nossos irmãos  a nós e ao mundo.
Pouco importa que, se depois do milagre de gratidão de Jesus, muitos que o seguiram fervorosamente acabem por abandoná-Lo. Jesus  não recua e nos diz sempre: “Trabalhai não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará… E as vezes nós perguntamos: Que devemos fazer para realizar as obras de Deus? Jesus nos responde: A obra de Deus é que acrediteis naquele que Ele enviou” (Jo 6,27-29). Rezemos pelos padres! Rezemos ao Senhor para que continue enviando sacerdotes para a Igreja. Que Ele continue abençoando e plenificando a vida de todos os aqueles que disseram sim a Jesus e hoje dão-se em alimento como ele fez através de suas palavras. Amém.
Billy Santos

sábado, agosto 04, 2012

REFLEXÃO PARA O DIA DO PADRE


MENSAGEM EM HOMENAGEM AO DIA DO PADRE

Ser padre é aceitar e entregar-se a Jesus e a um grande desafio de ser seu representante perante os homens. Somente alguém que tem Deus ao seu lado é capaz de realizar tantos feitos como celebrar a Eucaristia, pregar o Evangelho, acolher os pecadores, orientar e acompanhar seus filhos como somente um pai pode fazer.
Não é missão fácil, pois o padre acima de tudo é ser humano, sujeito a tentações, fraquezas e que também erra.
Saibamos reconhecer sua importância e humanidade e ajudá-lo, deixando diferenças pessoais de lado, pois sem a ajuda de todos seu trabalho é, se não em vão, muito mais árduo.
Que este dia em sua homenagem seja um dia de festa, agradecimento e reconhecimento sincero, pois ter um padre em nossa comunidade é benção de Deus e sinal de sua presença viva entre nós.

REFLEXÃO DO DIA

REFLEXÃO DÉCIMO OITAVO DOMINGO COMUM
“EU SOU O PÃO DA VIDA”

Se semana passada Jesus alimentou uma multidão com a doação dos pães e peixes feita pelo menino, hoje Ele chama a reflexão para algo mais transcendente, o pão que nutre para a vida eterna. A forma com que Jesus usa para se fazer compreender pela multidão não surte o efeito esperado. Se no texto de domingo passado o povo o segue devido as curas que ele realiza em favor dos doentes, hoje começa dizendo que o seguem por causa dos pães que saciaram sua fome e os deixaram satisfeitos. Quando Jesus inicia com eles uma reflexão do verdadeiro pão que eles devem buscar, a multidão não consegue ver em Nele o enviado do Pai, mas pedi-lhe um sinal para que possa crer. Como base para este sinal, eles oferecem a experiência da primeira leitura de hoje. Jesus adverte que aquele pão que eles comeram, não garantiu para eles a vida eterna. No entanto, o pão que Ele oferece trás em si a Vida Eterna porque Jesus é este pão. Não é raro hoje em dia encontrarmos pessoas que vivem numa luta desesperada para saciar sua fome com coisas passageiras e secundárias. São muitos aqueles que transformam coisas temporais em absolutas tornando suas vidas vazias do verdadeiro sentido. “Eu sou o pão da vida” diz Jesus. A este pão, a Igreja nos convida em cada eucaristia celebrada. Nela e com ela, nos alimentamos do verdadeiro alimento.
Pe. Marcelo, vigário de Quipapá.

quarta-feira, agosto 01, 2012

MÊS VOCACIONAL


AGOSTO MÊS VOCACIONAL

Agosto é escolhido para refletir sobre as vocações. A cada domingo de agosto celebramos uma vocação especial: dia do padre; dos pais; dos religiosos e religiosas; dos leigos, com homenagem especial para os catequistas.
            Quando ouvimos a palavra vocação, logo a entendemos num sentido bastante vago e geral, como sendo uma inclinação, um talento, uma qualidade que determina uma pessoa para uma determinada profissão, por exemplo, vocação de pedreiro, de mãe, de médico.
Vocação, em sentido mais preciso, é um chamamento, uma convocação endereçada à minha pessoa, a partir da pessoa de Jesus Cristo, convocando-me a uma ligação toda própria e única com Ele, a segui-lo, (cf. Mc 2,14).
Vocação, portanto, significa que anterior a nós há um chamado, uma escolha pessoal que vem de Jesus Cristo, a quem seguimos com total empenho.
O mês vocacional quer nos chamar à reflexão para a importância da nossa vocação, descobrindo nosso papel e nosso compromisso com a Igreja e a sociedade. Reflexão que deve nos levar à ação, vivenciando no dia-a-dia o chamado que o Pai nos faz.
Somos chamados, neste mês a refletirmos sobre esta questão vital para a nossa Igreja: o chamado e a resposta.
Inicialmente, há um Deus que chama, que convoca e propõe algo de concreto: dar um sentido à própria existência, uma direção fundamental e única, idêntica para todas as vocações: a santidade como meta última. Deus nos convoca a sairmos do círculo egoísta de projetar a própria vida tendo como ponto de referência a si mesmo. Fomos criados, e a partir daí, chamados vocacionados a orientarmos nossa existência como uma flecha busca seu alvo. Nosso alvo é Deus. Ele e a comunhão plena com Ele é nosso único objetivo final capaz de realizar nossa vida nesta terra.
A cada domingo, dedicamos nossas orações e nossa atenção a uma das vocações:

No primeiro domingo é o dia das vocações sacerdotais. Atualmente também se comemora o dia das vocações diaconais, ou melhor dizendo: dia das vocações aos ministérios ordenados.

No segundo domingo de agosto, por imitação do segundo domingo de maio, temos o Dia dos Pais. Sabemos que no Brasil esse dia é comemorado porque antigamente no dia 16 de agosto comemorava-se o dia de São Joaquim, pai de N. Senhora, e por isso adotou-se esse dia e depois o domingo para essa comemoração. Passar a comemorar nesse dia a vocação matrimonial foi apenas um pequeno passo. Começar a fazer no Brasil a Semana Nacional da Família foi outro importante passo, embora a liturgia reserve um domingo após o Natal para o Dia da Sagrada Família, que é também uma comemoração para aprofundar a vida da família cristã.
No terceiro domingo do mês recordamos a vocação à vida consagrada: religiosos, religiosas, consagradas e consagrados nos vários institutos e comunidade de vida apostólica e hoje também nas novas comunidades. Essa recordação é feita porque no dia 15 celebramos o Dia da Assunção de Maria aos céus, solenidade que aqui no Brasil é transferida para o domingo seguinte. Maria, como mulher modelo de consagração a Deus dá o tom da comemoração do dia da vocação à vida consagrada.
O quarto domingo de agosto é o Dia do Catequista, daí a comemoração do dia da vocação do cristão leigo na Igreja, tanto na sua presença ao interno da Igreja como também em seu testemunho nos vários ambientes de trabalho e vida. O dia do cristão leigo voltará a ser comemorado no último domingo do ano litúrgico, domingo de Cristo Rei. 
Assim, unidos na oração pelas vocações queremos pedir ao Senhor da Messe que suscite vocações sacerdotais, religiosas em nossas comunidades, bem como jovens que se preparem dignamente para a vocação matrimonial, fazendo crescer em nossas comunidades a presença frutuosa das famílias cristãs e dos agentes pastorais.

Billy Santos