Festa da Assunção de Nossa
Senhora
“Um sinal grandioso apareceu
no céu”
Abre-se hoje um espaço
dentro do Tempo Comum para celebrarmos a Festa da Assunção de Maria ou como
chama a Igreja no Oriente, a Festa da Dormição de Maria. O que professa a
Igreja com esta Festa? Ela diz que Maria, tendo terminado seu tempo aqui na
Terra foi elevada ao céu de corpo e alma pelos méritos de Cristo. Diz São Paulo
na segunda leitura de hoje que Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos
que morreram. Com isso, a Igreja professa que sendo Maria livre do pecado
original, ela não conheceu a morte já que a morte é salário do pecado. Maria
surge assim como um sinal da realidade futura para a qual todos nós somos
chamados. Em Maria, a revelação futura nos é antecipada, assim como Cristo
antecipou aos discípulos no monte da transfiguração sua face gloriosa. Isso
pode tornar Maria uma super-humana? De forma alguma, até porque não foi ela
mesma que realizou tudo isto. Deus é quem realiza todas as coisas. O que
teremos para nós hoje na Festa da Assunção? A certeza de que a vida na glória
de Deus nos foi garantida pela morte e ressurreição de Cristo. Maria torna-se a
primeira a ser beneficiada depois de Cristo, desde a sua concepção quando no
ventre ditoso de Ana, sua mãe, foi concebida, como cantamos na Oração do
Oficio. Se no Livro do Apocalipse a Igreja surge no céu como um grande sinal
que gera seus filhos em meio a perseguição, Maria surge para nós como sinal da
vitória de Cristo. Assim, sendo, caríssimos, concluímos com as palavras de São
João Damaceno: “Convinha que aquela que trouxe em seu seio o Filho de Deus,
habitasse entre os Tabernáculos Sagrados”. Lá ela habita aguardando ansiosa a
chegada de todos nós.
Pe. Marcelo, vigário de
Quipapá.

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