Reflexão Litúrgica

Reflexão XVII Domingo do Tempo Comum
“Vós abri, Senhor, a Vossa mão, e saciais a nossa fome”
Queridos amigos, com este refrão do salmo 144 da liturgia de hoje,
abrimos nossa reflexão sobre as leituras que a Santa Missa nos oferece
neste domingo como alimento para a nossa vida a caminho da Vida Eterna. É
Deus que nos alimenta, é Deus que tudo providencia quando o homem se
deixa providenciar. Olhando direto para os textos do Segundo Livro dos
Reis e do Evangelho de Marcos, com pouca coisa acontece o milagre:
Eliseu tem 20 pães para 100 pessoas, Jesus tem 5 pães para cinco mil
pessoas. O desafio para Jesus é maior, porém, não o é a sua capacidade
para realiza-lo. Marcos diz que está próxima a festa da páscoa o que
sinaliza que o milagre da multiplicação dos pães não está encerrado em
si mesmo mais aponta para o verdadeiro pão que Cristo irá oferecer na
páscoa, seu Corpo e Sangue, a Eucaristia. Se os homens que comeram o pão
dado por Elizeu voltaram a sentir fome,
o pão dado por Jesus alimenta para a Vida Eterna. É lógico que ao dar
de comer a essa gente Jesus tem consciência de sua necessidade material.
Mais, ele quer também dizer a eles que tem algo a mais para lhes dar. A
preocupação de que nada se perca, mostra o cuidado de Jesus para o
esbanjamento. Enquanto muitos se fartam de pão, outros sentem falta
dele. Se, é verdade que ainda hoje há milhões de pessoas que passam
fome, é verdade também que o pão do céu não lhes falta, porque este
sempre se multiplica em cada eucaristia que celebramos. Como disse o
Salmo, ainda hoje o Senhor abre sua mão e sacia a fome de todos. A nós
que temos pão, dai-nos, Senhor, o censo de justiça para com aqueles que
não têm. E a todos, dai-nos sempre do pão da Vida. Amém!
Pe. Marcelo, vigário de Quipapá.
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