sábado, maio 31, 2014

REFLEXÃO PARA O ENCERRAMENTO DO MÊS MARIANO
Donde me vem esta honra de vir a mim a Mãe de meu Senhor“? (Lc 1,43)

Irmãos e irmãs, chegamos a mais um termino do mês mariano, grande caminhada durante todo este mês, rezamos juntos o Santo Rosário, percorremos os acontecimentos do caminho de Jesus, nossa salvação, e dividimos com aquela que com sua mão segura nos conduz ao seu Filho Jesus.
Hoje celebramos a Festa da Visitação de Maria a sua prima Isabel. Meditemos este mistério que mostra como Maria enfrenta o caminho de sua vida com grande realismo, humanidade e concretude. Três palavras sintetizam o comportamento de Maria: escuta, decisão e ação. Palavras que indicam um caminho, também para nós, diante do que o Senhor nos pede na vida. Escuta, decisão, ação. Ao longo desses dias, nossa casa de forma bem especial, temos nos dedicado de forma bem amorosa a prestar nossas homenagens àquela que por excelência fora escolhida por Deus e dada a cada um de nós como modelo de disposição, de auxilio em nossas dores e alegrias da caminhada que hoje trilhamos para fazer a vontade Daquele que é o sentido da vida dessa amorosa mãe.
Jesus que sabe fazer todas as coisas de modo tão perfeito, nos entregou Maria como Mãe, e na maioria das vezes por causa de nosso orgulho e prepotência achamos e julgamos que ele errou quando fez esse gesto, não aceitando esse presente tão valioso que é Maria para nós e para nossa Igreja. É triste ver um filho rejeitar sua mãe. Mas amados uma coisa é certa mesmo que digamos não aceitamos Maria como nossa Mãe, mesmo se a rejeitarmos por causa de nosso orgulho, mas ela continuará sendo a nossa MÃE, pois a palavra de Deus não volta para o céu sem antes dar seus frutos. Não tenha medo de Maria, não tenha medo de Nossa Mãe, de Nossa Senhora, pois sendo ela mãe de nosso Senhor, ela é Mãe também de nos seus filhos adotivos. Aqueles que não têm Maria em suas vidas, pode acreditar, tem um grande vazio dentro de si. Deus abençoe a todos nós. E que Maria nos leve ao seu filho muito amado. Centro de toda nossa existência.
Tudo o que aconteceu na vida de Maria se deu por meio de uma vivencia profunda de oração, essa era pra ela um meio de se deixar tomar pelo amor de Deus que cria e recria todas as coisas de forma plena e verdadeira. A atitude de Maria diante desse foi sempre de humildade, por isso Ele a fez grande e lhe confiou muito, pois ele mesmo não diz que: se formos fieis no pouco ele nos confiara muito mais? Com Maria não foi diferente. Ela vivia uma intensa vida de oração, foi nesta que ela pode dar-se a Deus primeiramente para que este lhe manifestasse o seu plano de amor. Maria, na anunciação, na visitação, nas bodas de Caná, vai contra a corrente. Maria vai contra a corrente. Ela se coloca à escuta de Deus, reflete e procura compreender a realidade e decide confiar totalmente em Deus. Decide visitar, embora estivesse grávida, sua parente idosa. Decide confiar no Filho, com insistência, para salvar a alegria das núpcias.
A ação de Maria é uma consequência de sua obediência às palavras do Anjo, mas unidade à caridade. Ela vai até Isabel para ser-lhe útil. Esta sua saída de casa, de si mesma, por amor, carrega o que tem de mais precioso: Jesus. Ela carrega seu Filho. Às vezes, também nós paramos para escutar, para refletir o que devemos fazer, talvez até tenhamos clara a decisão que devemos tomar, mas não passamos a ação, tampouco colocamos em jogo nós mesmos, ao agir depressa em relação aos outros, para levar-lhes a nossa ajuda, a nossa compreensão, a nossa caridade.

Apesar de tudo, hoje em dia, a maternidade não é devidamente valorizada. Frequentemente colocam-se em primeiro lugar outros interesses superficiais, que são manifestação de comodidade e de egoísmo. As possíveis renúncias que comporta o amor paternal e maternal, assustam a muitos matrimônios que, talvez pelos meios que receberam de Deus, devessem ser mais generosos e dizer “sim” mais responsavelmente a novas vidas. Muitas famílias deixam de ser “santuários da vida”. Por fim amados, posso encerrar essa simples reflexão convidando-os a renovar a entrega de sua vida, de nossas vidas nas mãos de Maria. Confiantes de que Ela nunca ira nos afastar de seu Filho tão amado e querido. Maria não quer a gloria para si mesma, ela é humilde e reconhece que só Deus é digno de todo louvor e adoração. Jesus AMOU E AMA Maria como Mãe, e por nos amar nos confiou o seu mais precioso tesouro que foi a vida de Maria, quando disse a João “Eis ai tua Mãe”, e Esse a acolheu a partir dali, como grande alegria. Para levarmos nós mesmos, como Maria, o que temos de mais precioso e o que recebemos: Jesus e o seu Evangelho, mediante a Palavra e, sobretudo, mediante o testemunho concreto de nossa ação. Amém.

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