domingo, junho 01, 2014



REFLEXÃO PARA SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR
“ Vou subir para Meu e vosso Pai, Meu e vosso Deus”  (Jo 20,17)

Caríssimos irmãos hoje celebramos a ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo os últimos momentos de Jesus junto aos apóstolos e a volta de Cristo ao Pai… É a sua entrada oficial na glória que lhe correspondia como ressuscitado, depois das humilhações do Calvário; é a volta ao Pai anunciada por Si no dia de Páscoa; “ Vou subir para Meu e vosso Pai, Meu e vosso Deus”  (Jo 20,17). E aos discípulos de Emaús: “Não tinha o Messias de sofrer essas coisas para entrar na sua glória?” (Lc 24,26).
No dia da Ascensão do Senhor, o cristão percebe que no seu coração há um duplo movimento: o primeiro, olhar para o céu; o segundo, olhar para a terra.
Hoje contemplamos umas mãos que abençoam o último gesto terreno do Senhor (cf. Lc 24,51). Ou algumas pegadas marcadas numa colina o ultimo sinal visível da passagem de Deus pela nossa terra. Em algumas ocasiões, representa-se essa colina como uma rocha, e a pegada de suas pisadas ficam gravadas não sobre a terra, mas na rocha. Como que aludindo àquela pedra que Ele anunciou e que rapidamente será selada pelo vento e pelo fogo do Pentecostes. A iconografia emprega desde a antiguidade esses símbolos tão sugestivos. E também a nuvem misteriosa sombra e luz ao mesmo tempo que acompanha tantas teofanias já no antigo testamento. O rosto do Senhor nos deslumbraria.
Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra (Mt 28, 18). Toda a autoridade. Ir a todas as gentes e ensinar a guardar tudo, e Ele estará com eles com a sua Igreja, conosco todos os tempos (cf Mt 28,19-20). Esse “todo” retumba através do espaço e do tempo, afirmando-nos na esperança.
A vida de Jesus na terra não termina com a sua morte na Cruz, mas com a Ascensão aos céus. É o último mistério da vida do Senhor aqui na terra. É um mistério redentor, que constitui, com a Paixão, a Morte e a Ressurreição, o mistério pascal. Convinha que os que tinham visto Cristo morrer na Cruz, entre os insultos, desprezos e escárnios, fossem testemunhas da sua exaltação suprema.
Nós olhamos para o céu porque pensamos na glória de Cristo, contemplando-a na fé. Vemos no Cristo glorioso que sobe à direita do Pai toda a humanidade, a nossa humanidade. A natureza humana nunca tinha sido presenteada com tão grande dádiva, nem mesmo quando, depois de criada, tinha sido sobrenaturalmente elevada.
A Ascensão fortalece e estimula a nossa esperança de alcançarmos o Céu e incita-nos constantemente a levantar o coração a fim de procurarmos as coisas que são do alto. Agora a nossa esperança é muito grande, pois o próprio Cristo foi preparar-nos uma morada.
Nessa semana, que precede a Solenidade de Pentecostes, fiquemos unidos em oração, como disse Jesus: “Permanecei na cidade até que sejais revestidos da força do alto” (Lc 24,48). Assim a vida da Igreja não começa com a ação, mas com a oração, junto com Maria, a Mãe de Jesus.
Irmãos e irmãs! Elevemos o olhar para o céu: à Direita do Pai, Deus como o Pai, encontra-se o homem Jesus, nosso irmão, um de nossa raça. Ele é o objetivo para o qual se dirigem a nossa existência e a historia humana, ele é o nosso Juiz, ele é o nosso Intercessor! Que nossa vida, neste mundo que passa, seja cheia do gosto da eternidade, porque nele, nossa esperança é certíssima!
A festa de hoje fortalece  nossa  esperança no destino que nos aguarda, mas também nos faz lembrar  a nossa missão,  que é continuar o projeto de Jesus, Não fiquemos de braços cruzados, parados, olhando para o Céu! É hora de olhar ao nosso redor e começar a Missão! Amém!

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