REFLEXÃO PARA
SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR
Caríssimos irmãos hoje celebramos a
ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo os últimos momentos de Jesus junto aos
apóstolos e a volta de Cristo ao Pai… É a sua entrada oficial na glória que lhe
correspondia como ressuscitado, depois das humilhações do Calvário; é a volta
ao Pai anunciada por Si no dia de Páscoa; “ Vou subir para Meu e vosso Pai, Meu
e vosso Deus” (Jo 20,17). E aos discípulos de Emaús: “Não tinha o Messias
de sofrer essas coisas para entrar na sua glória?” (Lc 24,26).
No dia da Ascensão do Senhor, o
cristão percebe que no seu coração há um duplo movimento: o primeiro, olhar
para o céu; o segundo, olhar para a terra.
Hoje contemplamos umas mãos que
abençoam o último gesto terreno do Senhor (cf. Lc 24,51). Ou algumas pegadas
marcadas numa colina o ultimo sinal visível da passagem de Deus pela nossa
terra. Em algumas ocasiões, representa-se essa colina como uma rocha, e a
pegada de suas pisadas ficam gravadas não sobre a terra, mas na rocha. Como que
aludindo àquela pedra que Ele anunciou e que rapidamente será selada pelo vento
e pelo fogo do Pentecostes. A iconografia emprega desde a antiguidade esses
símbolos tão sugestivos. E também a nuvem misteriosa sombra e luz ao mesmo
tempo que acompanha tantas teofanias já no antigo testamento. O rosto do Senhor
nos deslumbraria.
Foi-me dada toda a autoridade no céu e
na terra (Mt 28, 18). Toda a autoridade. Ir a todas as gentes e ensinar a
guardar tudo, e Ele estará com eles com a sua Igreja, conosco todos os tempos
(cf Mt 28,19-20). Esse “todo” retumba através do espaço e do tempo, afirmando-nos
na esperança.
A vida de Jesus na terra não termina
com a sua morte na Cruz, mas com a Ascensão aos céus. É o último mistério da
vida do Senhor aqui na terra. É um mistério redentor, que constitui, com a
Paixão, a Morte e a Ressurreição, o mistério pascal. Convinha que os que tinham
visto Cristo morrer na Cruz, entre os insultos, desprezos e escárnios, fossem
testemunhas da sua exaltação suprema.
Nós olhamos para o céu porque pensamos
na glória de Cristo, contemplando-a na fé. Vemos no Cristo glorioso que sobe à
direita do Pai toda a humanidade, a nossa humanidade. A natureza humana nunca
tinha sido presenteada com tão grande dádiva, nem mesmo quando, depois de
criada, tinha sido sobrenaturalmente elevada.
A Ascensão fortalece e estimula a
nossa esperança de alcançarmos o Céu e incita-nos constantemente a levantar o
coração a fim de procurarmos as coisas que são do alto. Agora a nossa esperança
é muito grande, pois o próprio Cristo foi preparar-nos uma morada.
Nessa semana, que precede a Solenidade
de Pentecostes, fiquemos unidos em oração, como disse Jesus: “Permanecei na
cidade até que sejais revestidos da força do alto” (Lc 24,48). Assim a vida da
Igreja não começa com a ação, mas com a oração, junto com Maria, a Mãe de
Jesus.
Irmãos e irmãs! Elevemos o olhar para
o céu: à Direita do Pai, Deus como o Pai, encontra-se o homem Jesus, nosso
irmão, um de nossa raça. Ele é o objetivo para o qual se dirigem a nossa
existência e a historia humana, ele é o nosso Juiz, ele é o nosso Intercessor!
Que nossa vida, neste mundo que passa, seja cheia do gosto da eternidade,
porque nele, nossa esperança é certíssima!
A festa de hoje fortalece nossa
esperança no destino que nos aguarda, mas também nos faz lembrar a nossa missão, que é continuar o projeto de Jesus, Não
fiquemos de braços cruzados, parados, olhando para o Céu! É hora de olhar ao
nosso redor e começar a Missão! Amém!

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