VIGÉSIMO SEGUNDO DOMINGO DO TEMPO COMUM
“O que nos torna impuro?”
Se no domingo anterior ouvimos Josué e sua família sendo
exemplos de serviço ao Senhor por livre escolha, hoje começamos a escutar
Moisés insistindo na Fidelidade do Povo a Aliança feita com Deus no Deserto.
Eles estão a um passo da Terra Prometida e, lá, como Povo escolhido deverão se
deixar guiar pelos estatutos dados por Moisés que serão figurados na presença
do Senhor no meio deles. A Fidelidade constará da íntima comunhão com Deus,
algo desconhecido para os outros Povos. No decorrer da história escrita vamos
perceber que cada vez que o Povo rompia com a Aliança, castigos recaiam sobre
ele. Era o salário pela infidelidade. O desejo de retornar a esta íntima
comunhão com Deus fará com que este povo elabore uma centena de leis e
preceitos que serão usados como meio para se atingir este objetivo. Que Deus
aprove este desejo do Homem de voltar a esta comunhão é perceptível porque Ele
próprio quer e trabalha por ela. Qual o erro? Quando esses preceitos e leis
superavam o crente de forma que se tornavam não em caminho mais em obstáculos
incapazes de serem vencidos. Os fariseus serão práticos nisto com todas essas
práticas que segundo Jesus os torna seguidores de preceitos humanos
desviando-se do caminho de Deus. O que deixa o homem impuro? A maldade que
brota dentro do coração, listados por Jesus numa sequencia de morte. Da
imoralidade a insensatez, o caminho escolhido por eles os afastam sempre mais
da comunhão divina. Os fariseus de certa forma, pelo seu zelo da Lei, acabaram
confundidos ideias humanas com o verdadeiro desígnio de Deus.
Caros amigos, iniciando o mês dedicado a Sagrada Escritura
queremos renovar pela Palavra escrita nossa fé e esperança para que ela
torne-se Palavra viva em nossas vidas como desejo expresso de nossa comunhão
com Cristo. Ele que é a verdadeira Palavra do Pai vem falar-nos diretamente do
desejo do Pai: “Que todos sejam um para que o Mundo creia, assim como Eu e o
Pai somos um”. Na compreensão de nossa natureza limitada, caminhamos pela Graça
de Cristo que nos completa e nos dá sentido. Caminhamos com Cristo que nos
alimenta com seu corpo e sangue, alimentos que nos fortalecem para a Vida
Eterna.
Pe. Marcelo, vigário de Quipapá

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