sábado, setembro 01, 2012

REFLEXÃO LITÚRGICA


VIGÉSIMO SEGUNDO DOMINGO DO TEMPO COMUM

“O que nos torna impuro?”
Se no domingo anterior ouvimos Josué e sua família sendo exemplos de serviço ao Senhor por livre escolha, hoje começamos a escutar Moisés insistindo na Fidelidade do Povo a Aliança feita com Deus no Deserto. Eles estão a um passo da Terra Prometida e, lá, como Povo escolhido deverão se deixar guiar pelos estatutos dados por Moisés que serão figurados na presença do Senhor no meio deles. A Fidelidade constará da íntima comunhão com Deus, algo desconhecido para os outros Povos. No decorrer da história escrita vamos perceber que cada vez que o Povo rompia com a Aliança, castigos recaiam sobre ele. Era o salário pela infidelidade. O desejo de retornar a esta íntima comunhão com Deus fará com que este povo elabore uma centena de leis e preceitos que serão usados como meio para se atingir este objetivo. Que Deus aprove este desejo do Homem de voltar a esta comunhão é perceptível porque Ele próprio quer e trabalha por ela. Qual o erro? Quando esses preceitos e leis superavam o crente de forma que se tornavam não em caminho mais em obstáculos incapazes de serem vencidos. Os fariseus serão práticos nisto com todas essas práticas que segundo Jesus os torna seguidores de preceitos humanos desviando-se do caminho de Deus. O que deixa o homem impuro? A maldade que brota dentro do coração, listados por Jesus numa sequencia de morte. Da imoralidade a insensatez, o caminho escolhido por eles os afastam sempre mais da comunhão divina. Os fariseus de certa forma, pelo seu zelo da Lei, acabaram confundidos ideias humanas com o verdadeiro desígnio de Deus.
Caros amigos, iniciando o mês dedicado a Sagrada Escritura queremos renovar pela Palavra escrita nossa fé e esperança para que ela torne-se Palavra viva em nossas vidas como desejo expresso de nossa comunhão com Cristo. Ele que é a verdadeira Palavra do Pai vem falar-nos diretamente do desejo do Pai: “Que todos sejam um para que o Mundo creia, assim como Eu e o Pai somos um”. Na compreensão de nossa natureza limitada, caminhamos pela Graça de Cristo que nos completa e nos dá sentido. Caminhamos com Cristo que nos alimenta com seu corpo e sangue, alimentos que nos fortalecem para a Vida Eterna.
Pe. Marcelo, vigário de Quipapá



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