“Quem diz os homens que eu sou?”
Eis a pergunta que nos é dirigida na Liturgia da Missa deste domingo. Nosso desafio será dar a Jesus uma resposta não criada pela inteligência humana, mais sim pela experiência da
da
pela fé, porque o que o conhecimento humano pode fazer será apenas
descobri aquilo que tá escrito e repeti-lo. A fé, pelo contrário, exige
uma resposta pessoal descoberta a partir de uma experiência também
pessoal como o próprio Cristo. Foi desta forma que Pedro conseguiu
compreender que Cristo era o Messias, ou seja, o enviado do Pai. Mais,
não basta somente saber que Ele é o Messias enviado do Pai, mas
principalmente se faz necessário descobrirmos que tipo de messias Jesus
se propõe a ser. Ai esta o nó da questão onde o próprio Pedro não
conseguiu chegar. Dizer que Jesus é o Messias é fácil. Aceitar que esse
messias sentirá na pele aquilo que o Profeta Isaias apresenta na
primeira leitura de hoje é outra coisa. Por isso que ao anunciar que
sofreria a paixão, a primeira reação de Pedro foi de recusa desta
realidade. Jesus, diferente de Pedro e dos demais discípulos, toma
consciência da necessidade de entrega total dentro do plano de seu Pai.
“Quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la”, diz o Mestre. Mais, perder
por Ele é ganha-la no sentido pleno, ou seja, na eternidade desta vida
plenificada por seu gesto de entrega total na cruz. Por isso, a cruz faz
parte do caminho do discípulo e por mais que queiramos nos livrar dela
como Pedro, temos consciência de que não seremos fieis como o Mestre
foi. Nesta caminhada da vida a cruz sempre cruzará o nosso caminho.
Mais, não precisa os ter medo, pois, não estamos sozinhos. Conosco esta
aquela que permaneceu ao pé da cruz do Senhor, Maria, sua mãe e nossa
que neste sábado a saudamos com o titulo de Mãe das Dores. Roga por nós,
Santa Mãe de Deus, Mater Dolorosa, Amém!
Pe. Marcelo, vigário de Quipapá.
Pe. Marcelo, vigário de Quipapá.

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