Homilia do 7º Domingo do tempo comum.
Dennys Sávio (Sábado)
Prezados Irmãos, segundo Paulo, Deus nos ungiu derramando o Espírito Santo sobre nós. Ele nos escolheu para sermos porta-voz da Sua Palavra, entretanto nós não podemos nos exibir por essa missão, nem muito menos nos esconder dela, devemos com o coração limpo, com muita humildade, decisão e coragem nos apresentar diante das pessoas, seja na Igreja, na catequese ou em qualquer parte para anunciar Cristo aos nossos irmãos.
Acreditar nessa escolha de Deus por nós é uma questão de fé. Ele que nunca impõe, mas que
propõe, que não obriga, mas que convida a sermos testemunha dessa fé. Devemos
acreditar e nos relacionarmos com esse mesmo Deus que é amoroso e misecordioso.
Sim, misericórdia, foi
o que Jesus teve daquele paralítico. Primeiramente Jesus ficou impressionado
com a fé daqueles homens, com a vontade de ajudar aquele pobre homem descendo-o
pelo teto da casa, e daquela forma Jesus proferiu as seguintes palavras:
“Filho, teus pecados estão perdoados.” No mesmo instante quem se impressionou
desta vez foram os mestres da lei, por dentro eles pensavam como aquele homem
poderia perdoar os pecados dos outros, quem só poderia era Deus. Diante disso
eu vos digo: Pobres homens que mal sabem que com Jesus está a misericórdia de
Deus, com Jesus vive o Deus misericordioso. Naquele mesmo instante, Jesus
percebe a inquietação daqueles homens e pergunta: “O que é mais fácil dizer ao
paralítico? ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou ‘ Levanta-te, pega a tua cama
e anda’?” Daí Jesus completa: “Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem
tem, na terra, poder de perdoar pecados, eu te ordeno: Levanta-te pega tua cama
e vai para casa”. Analisemos, queria Jesus se exibir para aquela multidão? É
lógico que não, com coragem Jesus quer nos mostrar que Deus é misericordioso e
quer perdoar nossos pecados, mas para isso, devemos nós querermos ser perdoados
com esta mesma coragem que Deus tem para nos perdoar.
É com estas palavras
que deixo essa reflexão de hoje, sejamos perseverantes em nossa fé e
acreditemos sempre que Deus é capaz de perdoar-nos, basta que peçamos este
perdão.
Faço agora de minhas
palavras, as do nosso pároco Pe. Marcelo, sobre o momento de época que estamos
vivenciando: "A alegria do carnaval já chegou e cada pessoa se
prepara para celebrá-lo da sua forma. Alguns vão para a folia durante todo o
tempo. Outros vão para praias dizendo que vão descansar, mas quando voltarem
dirão que estão mortos de cansados. Outros irão para fazendas, sítios ou alguma
cidade calma e tranquila que não celebre carnaval. Outros irão fazer retiros
espirituais aproveitando o feriado para descansar e
tentaram encontrar-se consigo mesmo para no silêncio da meditação sentirem a
presença de Deus. Outros, ainda, ficarão em casa, farão modificações, verão TV,
comerão e dormirão bastante. Como disse, cada um irá comemorá-lo de sua forma.
O que se precisa ter é bastante cuidado para não exagerar em nenhumas das
formas, não esquecendo que esse não precisa ser seu último carnaval e que você
não precisa voltar para casa em uma urna funerária. Lembre-se, sua vida é tão
preciosa que Jesus deu a dele para que em nós reinasse vida plena. Então,
cuidemos para não jogarmos fora o esforço que ele fez por nós. Bom carnaval.
Pe. Marcelo, vigário de Quipapá".
Pedro Gabriel (Domingo)
Caríssimos
Irmãos,
Quando Jesus viu o que estava acontecendo, e
a dificuldade que estavam passando, acreditou na fé sem limites do doente e de
seus amigos, e responde a este ato de fé não curando o homem de imediato, mas
perdoando-o, antes mesmo que isso lhe fosse pedido; são os outros que vêm a ele
e foi-lhes necessária uma fé corajosa e viva: "Jesus, vendo a sua
fé", quer dizer, a fé dos que tinham transportado o paralítico... O doente
também teria uma grande fé porque não se teria deixado
transportar se não tivesse confiança em Jesus. Perante tanta fé sinal de
confiança e amor, Jesus mostra o seu poder e, com uma autoridade divina, perdoa
os pecados ao doente, dando assim prova da sua igualdade com o Pai,
demonstrando toda sua autoridade sobre os nossos pecados. Tinha ele já mostrado
essa igualdade em vários momentos quando: curou o leproso dizendo: "quero,
sê curado", ou quando acalmou o mar desencadeado e quando expulsou os demônios
que nele reconheceram o seu soberano, o seu juiz, o redentor, o filho de Deus. Vejamos
que sequer o paralitico agradece em algum momento pelo milagre, já que fora
curado da paralisia e dos pecados. Desejava a cura do seu corpo mais do que a
da sua alma. Lamentava os males do seu corpo doente, mas os males eternos da
sua alma, ainda mais doente, não o importavam. É que para ele e como outras
pessoas nos dias de hoje a vida presente é mais importante do que a vida
futura. Cristo tinha razão ao ter em conta a fé dos que lhe apresentaram o
doente e não ter em nenhuma conta a tolice deste. Devido à fé, a alma do
paralítico foi curada antes do seu corpo. Vejamos aqui, irmãos, que Deus não se
incomoda com o que querem os homens insensatos, não espera encontrar a fé nos
ignorantes, não analisa os desejos tolos de um inválido, mas se preocupa com
nossa vida celeste. Em contrapartida, não recusa vir em auxílio da fé de outros.
Esta fé é um presente da graça e ela se concilia com a vontade de Deus.
Jesus:
disse ao paralítico: “Filho, teus pecados estão perdoados”.
Alguns
escribas presentes pensam em seus corações: “Blasfêmia! Quem pode perdoar os pecados,
senão Deus somente?”. Jesus não desmente sua afirmação, mas demonstra com os fatos
ter sobre a terra o poder do próprio de Deus, dizendo: “Para que saibais que o
Filho do homem tem na terra o poder de perdoar pecados e diz ao paralítico: “A
ti te digo, levanta-te, toma tua cama e volta para casa”. O que ocorreu naquele
dia, Jesus continua fazendo hoje na Igreja. Quando Cristo afirmar
ter o poder de perdoar os pecados, ele realmente sabe o peso doloroso de sua
paixão que daqui algumas semanas celebraremos. Sendo nosso salvador e mediador,
sua morte redimiu nossos pecados de uma vez por todas, tendo ele morrido pelos
seus, “e ele se fez homem, para nos exaltar”. Eis caríssimos irmãos a dor de
cristo pelos nossos pecados. Nós somos aquele paralítico, cada vez que nos
apresentamos escravos do pecado, para receber o perdão de Deus. De muitas
maneiras, Cristo continua sua obra de perdoar os pecados. Mas existe um modo
específico ao qual é obrigatório recorrer quando se trata de rupturas graves
com Deus, e é o sacramento da penitência, o mais importante que a Bíblia tem a
nos dizer acerca do pecado não é que somos pecadores, mas que temos um Deus que
perdoa o pecado e, uma vez perdoado, o esquece, cancela-o, faz algo novo.
Devemos transformar o arrependimento em louvor e ação de graças, como fizeram naquele
dia, em Cafarnaum, os homens que haviam assistido ao milagre do paralítico: “Todos
se maravilharam e glorificavam a Deus dizendo: Jamais vimos coisa parecida”.
Pelas
suas manifestações de poder e pelos seus milagres, comparavam-no aos profetas;
contudo, tinha sido graças a ele e ao seu poder que também eles tinham operado milagres.
Conceder o perdão dos pecados não está no poder de um homem: é a marca própria de
Deus. Foi assim que ele introduziu a sua divindade nos corações humanos. E é
isso que torna os Fariseus loucos de raiva. Proclamam: "Estás a blasfemar!
Quem pode perdoar os pecados senão Deus?"
Os
Fariseus se julgavam saber tudo e não passavam de ignorantes! Julgavam celebrar
a divindade e a estás negava! Julgavam prestar testemunho e agrediam! Se só
Deus perdoa os pecados, porque não admitiram a divindade de Cristo? Uma vez que
pôde perdoar um único pecado, isso quer dizer que ele apagou os pecados do mundo
inteiro. "Eis o cordeiro de Deus, eis o que tira o pecado do mundo"
(Jo 1,29). Para poderes penetrar mais marcas da sua divindade, escuta-o. Sim,
ele penetrou o mistério do teu coração. Olha-o; ele chegou até ao mais profundo
dos teus pensamentos. Entende que ele revela as intenções secretas do teu
coração.
Invoquemos
Cristo a toda a hora, Ele, o princípio de todos os nossos pensamentos. Para invocá-lo,
não é preciso nenhuma preparação de oração, nem lugar especial, nem clamor. Com
efeito, Ele não está ausente de nenhum lugar. É impossível que não esteja em
nós, pois Ele está mais próximo daqueles que o buscam do que o seu próprio
coração. Em consequência, devemos acreditar que Ele nos atenderá as nossas preces,
e não duvidemos disso, apesar dos nossos defeitos. Tenhamos antes confiança,
pois ele é bom para os ingratos e para os pecadores que o invocam. Longe de
menosprezar as preces dos seus servos rebeldes, desceu a terra e, em primeiro lugar,
chamou aqueles que ainda o não tinha chamado, e nem sequer tinham nunca pensado
nele. Se Ele procurou os que não o desejavam, o que não fará aos que o invocam?
Se Ele amou os que o odiavam, como iria afastar aqueles que o amam? “Se, sendo
inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com mais razão,
depois desta reconciliação, seremos salvos pela sua vida.” (Rm 5,10)
Não
poderemos nos carregar como um homem cujas forças interiores estão
enfraquecidas, como o paralítico do Evangelho, e abrir-lhe o teto das sagradas
Escrituras e chegarmos aos pés do Senhor? Certamente sabemos que um homem
nessas condições é um paralítico espiritual. E ao vermos as sagradas
escrituras, saberemos que Cristo se
encontra escondido sob esse teto. Façamos irmãos o possível para merecermos
essa cura. De fato, Ele disse-lhe: “Filho, tem confiança! Os teus pecados estão
perdoados!” E Jesus curou aquele homem da paralisia interior: perdoou lhe os
pecados e fortaleceu-o na fé. Mas havia ali gente cujos olhos não podiam ver a
cura da paralisia interior. Tomaram por blasfêmia o médico que a curara. Mas
como esse médico era Deus, penetrou nos pensamentos do seu coração. Eles
acreditavam que Deus tinha verdadeiramente esse poder, mas não viam Deus presente
diante deles. Por isso, Jesus atua sobre o corpo do paralítico a fim de curar a
paralisia interior daqueles que assim viam. Realizou uma coisa que eles pudessem
ver para que também eles acreditassem. Portanto, tem confiança tu também, cujo
coração é fraco; tu, que estás doente a ponto de seres incapaz de qualquer bem
diante ao que se passa no mundo. Tem confiança, tu que estás interiormente
paralítico! Juntos, descubramos o teto das Escrituras a fim de descer aos pés
do Senhor.
“Creio
na remissão dos pecados”: o Símbolo dos Apóstolos liga a fé no perdão dos
pecados à fé no Espírito Santo, mas também à fé na Igreja e na comunhão dos
santos. Foi ao dar o Espírito Santo aos Apóstolos que Cristo ressuscitado lhes
transmitiu o Seu próprio poder divino de perdoar os pecados: “Recebei o
Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados, lhe serão perdoados; e
àqueles a quem os não perdoares, lhe serão retidos” (Jo 20,22-23). E prosseguiu: “Um só Batismo para a remissão
dos pecados”. Nosso Senhor ligou o perdão dos pecados à fé e ao Batismo: “Ide
por todo o mundo e proclamai a Boa-Nova a todas as criaturas”. Quem acreditar e
for batizado será salvo. O Batismo é o primeiro e principal sacramento do
perdão dos pecados, porque nos une a Cristo e nos torna filhos de Deus, que
morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa salvação, a fim de que também
nós vivamos numa vida nova. No momento em que fazemos a nossa primeira profissão
de fé, ao receber o Batismo que nos purifica, o perdão que recebemos é tão
pleno e total que não fica absolutamente nada por apagar, quer da falta
original, quer das faltas cometidas de própria vontade por ação ou omissão; nem
qualquer pena a suportar para ás carregar. Mas apesar disso, a graça do Batismo
não isenta ninguém de nenhuma das enfermidades da natureza. Pelo contrário,
resta-nos ainda combater os pecados que virão que não cessam de nos arrastar
para o mal. Neste combate contra a inclinação para o mal, quem seria suficientemente
forte e vigilante para evitar todas as feridas do pecado? Portanto era
necessário que a Igreja fosse capaz de perdoar as faltas a todos os penitentes
que tivessem pecado, até mesmo ao último dia da sua vida. É pelo sacramento da
Penitência que o batizado pode ser reconciliado com Deus e com a Igreja: Não há
nenhuma falta, por grave que seja que a Santa Igreja não possa perdoar em nome
de Deus, desde que o seu arrependimento seja sincero. Cristo, que morreu por
todos os homens, quer que dentro da Sua Igreja as portas do perdão estejam
permanentemente abertas a quem quer que retorne do pecado para uma vida nova em
Deus. Amém!


Nenhum comentário:
Postar um comentário