Reflexão Segundo Domingo da Páscoa – Domingo da Misericórdia
“Recebei o Espirito Santo”
Estamos nas alegrias das festas pascais. O
Senhor Ressuscitado retorna aos seus discípulos, pois, agora chegou o momento
de transmitir-lhes o Espirito da missão confiada a sua Igreja. Inicialmente, o
quadro demostrado é de plena harmonia: as primeiras comunidades vivem sob a
guarda dos apóstolos, de modo que tudo ocorre em uma vida fraterna onde todos estão juntos com
todos. Na sua carta, João coloca a fé em Jesus como base da nova Comunidade que
renasce do batismo e da Ressurreição. Já no texto evangélico encontramos dois
momentos que se chocam, a saber, a aparição de Jesus e a desconfiança de Tomé.
O evangelista João, coloca no mesmo dia a descida do Espirito. Parece que as
horas de Jesus estão contadas e tudo deve ser organizado prontamente. Sua
presença causa alegria aos discípulos que agora carregam sobre si o poder de
perdoar. A Igreja torna-se agora o caminho do perdão que está garantido pela
presença do Espirito. Mas, nem tudo está harmoniosamente bem. Surge Tomé com um
espirito diferente: precisa ver para crer, precisa tocar para acreditar.
“Felizes aqueles que acreditaram sem terem visto” repreende Jesus a Tomé. Esta
afirmação de Jesus ultrapassa os séculos e chega até nós nos dias de hoje que
vemos Jesus na fração do pão e no anuncio da sua Boa Nova. O texto termina
mostrando que na verdade a missão de Jesus não terminou, pois, Ele cura muita
gente ainda naquele dia. Agora esta missão se faz presente na Igreja que
continua a proclamar a Boa Nova do Ressuscitado: “A Paz esteja convosco”. Amém!
Pe. Marcelo, vigário de Quipapá.
Pe. Marcelo, vigário de Quipapá.

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